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Golpe do INSS: polícia faz operação contra suspeitos de fraudes eletrônicas

Pablo Jacob / Governo de São Paulo

Investigados são suspeitos de fraudes como o 'golpe do INSS' e o 'golpe do falso advogado' - Pablo Jacob / Governo de São Paulo
Investigados são suspeitos de fraudes como o 'golpe do INSS' e o 'golpe do falso advogado'
Por Pedro Marques

24/02/2026 | 08h56

São Paulo, 24/02/206 - A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta terça-feira, 24, a Operação Fim de Fábula, que visa desarticular uma associação criminosa suspeita de praticar crimes de estelionato por meio digital. As ações acontecem em todo o Estado de São Paulo e também conta com o apoio das Polícias Civis de Minas Gerais e do Distrito Federal.

Ao todo, estão sendo cumpridos 173 mandados judiciais — 120 de busca e apreensão e 53 de prisão temporária — nos estados de São Paulo e Minas Gerais, além do Distrito Federal, informou a Polícia Civil por meio de comunicado.

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Segundo as apurações, os investigados são suspeitos de envolvimento em fraudes, como “golpe do INSS”, “golpe do falso advogado” e o “golpe da mão fantasma”.

Os envolvidos utilizavam plataformas de apostas on-line e fintechs para movimentar valores obtidos de forma ilícita, inclusive com a clonagem de chaves Pix das vítimas. O inquérito policial também apura o crime de lavagem de capitais.

A ação é coordenada pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em conjunto com o Ministério Público, por meio do Grupo de Atuação Especial de Persecução Patrimonial (Gaepp). Os trabalhos ocorrem no âmbito da Divisão de Investigações sobre Crimes contra o Patrimônio (Disccpat), por meio da 6ª Delegacia de Facções e Lavagem de Dinheiro.

Patrimônio

Além das prisões e buscas, a operação mira o patrimônio dos investigados. O Gaepp identificou ao menos 36 imóveis ligados ao grupo, incluindo bens registrados em nome de terceiros e empresas de fachada, além de centenas de veículos e embarcações.

A pedido do Ministério Público, a Justiça determinou o bloqueio judicial de até R$ 100 milhões em cada uma das 86 contas correntes, de pessoas físicas e jurídicas, identificadas na investigação.

As medidas foram autorizadas pela 2ª Vara Especializada em Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da capital paulista.

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