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Greve da Caixa vai continuar? Dissídio será julgado nesta terça-feira

Trabalhadores da Caixa estão em greve desde setembro, com acordo coletivo expirado, e aguardam decisão do TST sobre o dissídio.

Bárbara Ferreira

Por Bárbara Ferreira

29/09/2026 | 12h41

Antonio Cruz/Agência Brasil

Acordo coletivo de trabalho dos funcionários da Caixa está expirado desde 31 de agosto - Antonio Cruz/Agência Brasil
Acordo coletivo de trabalho dos funcionários da Caixa está expirado desde 31 de agosto
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O dissídio coletivo de greve da Caixa Econômica Federal, que envolve trabalhadores em greve desde 10 de setembro, será julgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta terça-feira, 29, após o acordo coletivo ter expirado em 31 de agosto.

As negociações entre a Caixa e os trabalhadores, representados por entidades sindicais, não chegaram a um consenso sobre o novo modelo de custeio do plano de saúde, levando os empregados a alegar que a greve é legítima e que o futuro do plano não pode ser decidido unilateralmente pelo banco.

O TST determinou que 60% dos empregados da Caixa devem permanecer em atividade durante a greve, com penalidades para descumprimento, mas negou o pedido da Caixa para restringir atividades que dificultassem o acesso às agências, reafirmando que a greve deve ser pacífica.

Resumo gerado por IA

São Paulo - O dissídio coletivo de greve, ajuizado pela Caixa contra os trabalhadores do banco, será julgado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) nesta terça-feira, 29. O dissídio ocorre quando não há acordo entre as partes e uma delas pede a intervenção da Justiça.

Os trabalhadores estão em greve desde 10 de setembro e estão com o acordo coletivo de trabalho expirado desde 31 de agosto. Eles são representados pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf) e pela Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Empresas de Crédito (Contec).

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Plano de saúde e impasse nas negociações

De acordo com a empresa, as negociações não chegaram a um consenso quanto ao novo modelo de custeio do plano Saúde Caixa. Os trabalhadores defenderam ao TST que a greve é legítima e não pode ser considerada abusiva, e também que o futuro do plano de saúde não pode ser definido de forma unilateral pelo banco.

No último sábado (26), os trabalhadores apresentaram uma contestação ao TST afirmando que a responsabilidade pelo impasse nas negociações não pode ser atribuída aos empregados.

Ainda apontam que foram realizadas 13 rodadas de negociação, além de mediação com o Ministério Público do Trabalho (MPT), assembleias em todo o País e comunicação prévia à Caixa e à sociedade.

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Retorno dos trabalhadores

A Caixa havia solicitado judicialmente a manutenção de 80% do pessoal em atividade, alegando impacto direto em serviços essenciais como compensação bancária e pagamento de benefícios sociais. Uma decisão atendeu ao pedido parcialmente.

Na última sexta-feira, 25, o ministro Mauricio Godinho Delgado, do TST, determinou a manutenção do percentual mínimo de 60% dos empregados da Caixa em serviço, por agência, de forma presencial ou remota.  Caso descumprida, a pena de multa diária poderia chegar a R$ 100 mil para a entidade sindical.

O ministro, no entanto, negou o pedido da Caixa para proibir os trabalhadores de qualquer atividade que dificultasse o livre acesso às agências. Ele alegou que a lei já exige que a greve deve ser pacífica.

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