Guerra no Oriente Médio provoca interrupção recorde na oferta de petróleo
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Paris - A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu drasticamente sua previsão de avanço da oferta de petróleo, um dia após uma liberação histórica de estoques emergenciais, à medida que a guerra no Oriente Médio prejudica os fluxos através de uma das rotas de trânsito de petróleo mais críticas do mundo.
A instabilidade tem feito com que o preço do barril de petróleo aumente. Hoje, o barril ficou acima dos US$ 100 após pronunciamento do novo líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei. O filho do ex-líder Ali Khamenei reforçou que o Estreito de Ormuz deve permanecer fechado e alegou que o país busca "vingança" pelos mortos iranianos na guerra com os EUA.
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Em relatório mensal divulgado nesta quinta-feira, 12, a organização com sede em Paris - que representa as principais nações consumidoras de petróleo - agora prevê crescimento de 1,1 milhão de barris por dia (bpd) na oferta neste ano, ante os 2,4 milhões de bpd estimados anteriormente.
O aumento integral da oferta deverá vir de fora da aliança Opep+, uma vez que o conflito força os principais produtores do Golfo a reduzir a produção.
Em março, a oferta deve cair 8 milhões de bpd, para 98,8 milhões de bpd, no menor nível desde o primeiro trimestre de 2022.
"A guerra no Oriente Médio está criando a maior interrupção de oferta na história do mercado global de petróleo", disse a AIE, acrescentando que, no mês passado, o suprimento mundial cresceu 380 mil bpd.
O Estreito de Ormuz - rota vital por onde passa cerca de um quinto do petróleo transportado no mundo - permanece efetivamente fechado. O Irã tem atacado navios cargueiros e infraestrutura energética-chave na região. Produtores importantes, como Kuwait e Iraque, começaram a cortar a produção. Já a Arábia Saudita tem redirecionado os fluxos para canais alternativos.
Do lado da demanda, a AIE cortou sua projeção de avanço global para este ano para 640 mil bpd, ante 850 mil bpd, à medida que incertezas do conflito e a consequente alta do petróleo pesam sobre o consumo. Apenas para março e abril, a agência reduziu sua previsão de avanço na demanda em cerca de 1 milhão de barris.
Ontem, a AIE anunciou planos de liberar um volume recorde de 400 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio.
(Fonte: Dow Jones Newswires)
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