IGP-M recua 0,73% em fevereiro, após subir 0,41% em janeiro, diz FGV
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São Paulo, 26/2/2026 - O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) registrou queda de 1,18% em fevereiro, após alta de 0,34% em janeiro, informou nesta quinta-feira, 26, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado foi puxado tanto pelo aprofundamento da deflação nos preços agropecuários ao produtor no período (-1,74% para -2,95%), quanto pela inversão de sinal nos preços industriais (1,07% para -0,58%).
Com o resultado, o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) fechou fevereiro com queda de 0,73%, após subir 0,41% no primeiro mês do ano. A queda registrada foi mais intensa do que a projetada pela mediana das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de -0,65%.
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Além do recuo no IPA-M, houve desaceleração no Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), que passou de 0,63% para 0,34%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) também desacelerou o ritmo de alta de janeiro para fevereiro, de 0,51% para 0,30%.
Comércio
O Índice de Confiança do Comércio (Icom) recuou 4 pontos na passagem de janeiro para fevereiro, para 87,3 pontos. Em médias móveis trimestrais, o Icom caiu 0,3 ponto em fevereiro.
"A confiança do comércio caiu após cinco meses sem resultados negativos, tendo como principal fator uma reversão na tendência das expectativas. A queda foi influenciada principalmente pelo recuo nas projeções de vendas para os próximos meses, após um período de tendência positiva que incluiu avanço expressivo na virada do ano", avaliou Geórgia Veloso, economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.
"Já as avaliações sobre a demanda atual, que se aproximavam da neutralidade, também recuaram, levando o indicador ao menor nível desde o início de 2022", indicou Veloso. Em fevereiro, houve piora da confiança nos seis principais segmentos do setor.
"O varejo inicia 2026 ainda enfrentando um ambiente desafiador, sem perspectiva de alívio da política monetária no curto prazo e alto endividamento das famílias, embora o mercado de trabalho siga sustentando a renda e ajude a conter os impactos sobre a demanda. A recente reversão das expectativas indica maior cautela por parte dos empresários justamente quanto à sustentação dessa demanda", completou Veloso.
(Por Daniel Tozzi)
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