Irã afirma que voltou a fechar navegação no Estreito de Ormuz
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São Paulo - O Irã anunciou neste sábado, 18, que voltou a impor restrições e a exercer controle sobre o tráfego no Estreito de Ormuz, em meio à continuidade do conflito na região, segundo informações da agência estatal iraniana Isna e declarações do presidente dos Estados Unidos.
De acordo com a mídia estatal iraniana, o país está determinado a manter a supervisão sobre a passagem estratégica até o término definitivo da guerra e "a concretização de uma paz duradoura na região”.
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O controle será aplicado por meio da obtenção de informações completas sobre as embarcações em trânsito e da exigência de conformidade com normas estipuladas por Teerã, “compatíveis com as condições de guerra”.
O Irã também reforçou que petroleiros deverão pagar custos relacionados a serviços de “segurança, salvaguarda e proteção do meio ambiente, nas rotas anunciadas pela República Islâmica do Irã”.
Ainda segundo a agência Isna, Teerã indicou que não permitirá uma abertura, ainda que limitada, do estreito caso os Estados Unidos mantenham práticas como bloqueio naval, que o país considera uma violação do cessar-fogo.
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Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos afirmou que o Irã “quer fechar o Estreito de novo” e confirmou que há conversas em andamento entre os dois países. “Eles queriam fechar o Estreito de novo, estão fazendo isso há anos e eles não podem nos chantagear”, disse a repórteres na Casa Branca.
O líder americano acrescentou que espera ter mais informações sobre as tratativas “até o fim do dia” e ressaltou: “Estamos falando com eles e mantemos uma posição dura”. Ele também fez críticas à capacidade militar iraniana, afirmando que o país “não tem mais marinha, não tem mais força aérea, e não tem líderes”.
As declarações foram dadas durante a assinatura de uma ordem executiva voltada à aceleração do acesso a tratamentos médicos com drogas psicodélicas.
(Por Gabriela Jucá e Mateus Fagundes)
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