Israel fará zona de segurança no sul do Líbano apesar de cessar-fogo
RS/Fotos Públicas
São Paulo - O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse nesta quinta-feira que o Exército israelense continuará no Líbano mesmo após o anúncio do presidente americano Donald Trump de um cessar-fogo que incluiria também o Hezbollah. Segundo Netanyahu, as forças do país farão uma zona de segurança de dez quilômetros em torno da nação vizinha.
“Não vamos sair”, disse Netanyahu em mensagem de vídeo divulgada pelo seu gabinete.
Essa zona de segurança nos permite impedir a invasão de nossas comunidades e prevenir ataques antitanque contra elas.”
O líder israelense disse que o país tem a chance de assinar um acordo de paz histórico com o Líbano, mas reiterou a exigência de Israel pelo desarmamento do Hezbollah. Segundo Netanyahu, Trump também teria concordado em manter o bloqueio naval no Estreito de Ormuz.
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Irã celebra cessar-fogo
O Irã saudou a trégua entre Israel e Líbano como parte do acordo de cessar-fogo mediado pelos Estados Unidos e anunciado mais cedo. O Ministério das Relações Exteriores iraniano classificou a medida como parte de um entendimento mais amplo com Washington para pausar a guerra Oriente Médio.
O porta-voz da chancelaria, Esmaeil Baghaei, afirmou que o cessar-fogo está ligado ao acordo anterior de trégua de duas semanas entre Teerã e os EUA, mediado pelo Paquistão.
“[O Irã] recebe com satisfação o anúncio do cessar-fogo no Líbano e observou que a interrupção da guerra no Líbano fazia parte do entendimento de cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos, mediado pelo Paquistão”, disse Baghaei em publicação no X.
(Por Darlan de Azevedo)
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