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Irã reabre Estreito de Ormuz, mas EUA mantêm bloqueio naval

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Donald Trump chamou Estreito de Ormuz de 'Estreito do Irã' - Envato
Donald Trump chamou Estreito de Ormuz de 'Estreito do Irã'
Por Broadcast

17/04/2026 | 14h07

São Paulo – O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, anunciou que a passagem de navios comerciais pelo Estreito de Ormuz foi "completamente aberta" durante o período restante do cessar-fogo em vigor no Líbano. Segundo ele, a medida segue rota previamente coordenada pela Organização de Portos e Marítima da República Islâmica.

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A reabertura ocorre em meio a esforços diplomáticos para ampliar a trégua na região, após um cessar-fogo de 10 dias anunciado pelos Estados Unidos e aceito por Líbano e Israel.

A pausa nos combates entre Israel e o Hezbollah, grupo apoiado por Teerã, tem sido vista como sinal de possível avanço nas negociações mais amplas envolvendo Irã, EUA e aliados.

'Estreito do Irã'

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, repercutiu o anúncio em publicação na Truth Social, chamando a rota de "Estreito do Irã". "O Irã acaba de anunciar que o Estreito do Irã está totalmente aberto e pronto para a navegação. Obrigado!", escreveu.

Mais tarde, afirmou que o estreito está "completamente aberto e pronto para negócios", mas ressaltou que o bloqueio naval americano contra o Irã seguirá em vigor.

Segundo Trump, as restrições a portos iranianos permanecem "em plena força e efeito" até a conclusão de um acordo bilateral. Ele acrescentou que as negociações com Teerã estão avançadas e que "a maioria dos pontos já foi negociada", indicando a possibilidade de um entendimento rápido.

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O Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial, tornou-se um dos principais pontos de impasse nas tratativas. A retomada do fluxo comercial era uma demanda central da comunidade internacional diante do agravamento da crise energética. Mediadores também buscam consenso sobre o programa nuclear iraniano e compensações por danos da guerra.

Movimentação de navios

Dados do serviço de rastreamento marítimo Kpler indicam que a movimentação de navios já vinha aumentando antes mesmo do anúncio formal de reabertura. "O tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz aumentou em relação aos níveis excepcionalmente baixos do mês passado, com mais travessias e atividade abrangendo uma mistura mais ampla de tipos de navios e de cargas", afirmou a empresa em postagem no X.

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Apesar disso, a Kpler ressaltou que o nível geral de tráfego ainda está significativamente "abaixo do padrão típico", indicando que uma recuperação completa dos fluxos comerciais segue distante. "A combinação de atividade estável e risco elevado reforça o papel contínuo do Estreito como um corredor sensível à conformidade para operadores marítimos", acrescentou.

Paralelamente, o Consulado Geral do Irã em Hyderabad destacou, antes da reabertura, que o bloqueio naval dos EUA tinha "uma enorme falha", ao divulgar imagens de satélite de petroleiros se deslocando pelo Mar de Omã em direção ao estreito.

Incertezas permanecem

A reação do mercado apareceu em plataformas de previsão como o Polymarket. Após o anúncio iraniano, apostas sobre a suspensão do bloqueio americano até domingo chegaram a 70%, mas recuaram para 15% após as declarações de Trump.

Para prazos mais longos, as expectativas aumentaram, atingindo 66% para o fim de abril e 86% até o fim de maio, refletindo a avaliação de que um acordo mais amplo pode destravar a situação nas próximas semanas.

Apesar da reabertura parcial e dos sinais de avanço, permanecem incertezas sobre um acordo duradouro antes do fim da trégua na próxima semana. Israel indicou que não pretende retirar suas tropas, enquanto o Hezbollah defende que qualquer cessar-fogo seja abrangente em todo o território libanês.

(Por Pedro Lima, Isabella Pugliese Vellani e Sergio Caldas)

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