Irã ameaça fechar Estreito de Ormuz após quebra de acordo
Reprodução/Instagram
São Paulo - A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã sinalizou a intenção de fechar o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o comércio global.
A declaração foi motivada, de acordo com o grupo, pelo descumprimento, por parte dos Estados Unidos, do primeiro parágrafo de um acordo recente voltado para o fim das hostilidades na região.
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A comunicação oficial foi realizada por meio do aplicativo Telegram. No texto, a organização militar iraniana afirma que a possível interrupção do tráfego de navios é o "primeiro passo" em resposta às posturas adotadas pelo governo norte-americano e seus aliados.
A Guarda Revolucionária justificou a sinalização de bloqueio baseando-se também na violação contínua do cessar-fogo no sul do Líbano, que, segundo a organização, tem provocado o ataque e o deslocamento de civis na região.
O comunicado militar advertiu que, caso as ações de agressão continuem, novas medidas estratégicas serão planejadas para forçar o cumprimento das obrigações estabelecidas nos tratados.
Posição diplomática
Em paralelo às declarações da Guarda Revolucionária, o Ministério das Relações Exteriores do Irã também se manifestou de forma oficial.
Um porta-voz do órgão enfatizou que o governo iraniano cumpriu todos os seus compromissos e exige que "a outra parte" - em referência indireta aos Estados Unidos - pressione o governo israelense a interromper as operações militares no Líbano.
"Se alguns dos compromissos da outra parte não forem cumpridos, todo o entendimento estará em risco", declarou o representante à agência de notícias Fars.
O porta-voz ressaltou que a abordagem do país é de "compromisso por compromisso" e que o Irã responderá de forma proporcional caso os termos não sejam respeitados.
O posicionamento ocorre às vésperas de novas rodadas de negociações previstas para acontecerem na Suíça. Durante os encontros diplomáticos, a delegação do Irã deve exigir dos Estados Unidos a apresentação de planos claros e garantias formais para a concretização do acordo.
(Por Isabella Pugliese Vellani)
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