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Irã tem ao menos 2 mil mortos desde o início dos protestos; entenda

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As manifestações começaram em resposta a uma economia instável e se voltaram contra o regime teocrático - Envato
As manifestações começaram em resposta a uma economia instável e se voltaram contra o regime teocrático
Por Paula Bulka Durães

14/01/2026 | 09h17

São Paulo, 14/01/2026 – O Irã soma ao menos duas mil mortes desde o início dos protestos, em 28 de dezembro de 2025, segundo entidades de direitos humanos. A agência humanitária Human Rights Activists News Agency, sediada nos EUA, contabiliza 2.571 mortos, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) fala em centenas de vítimas mortas pelas forças internas do país.

Nesta quarta-feira, 14, está prevista a execução do jovem Erfan Soltani, de 26 anos. Segundo a Organização Hengaw para Direitos Humanos, Soltani foi detido na quinta-feira, 8, por possível envolvimento nos protestos em Karaj, onde vive.

O chefe do Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni-Ejei, avisou que julgamentos e execuções serão rápidos, informa a agência de notícias Associated Press.

As manifestações começaram em resposta a uma economia instável, com alta no custo de vida, e se voltaram contra o regime teocrático instaurado na Revolução Islâmica de 1979. Parte da população pede a derrubada do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos.

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O que motivou os protestos?

Em 2025, o rial – moeda iraniana – perdeu valor ante o dólar, e a inflação chegou a 42,5% no último mês do ano. O país sofre sanções dos Estados Unidos e enfrenta ameaças de ataques israelenses.

Com o tempo, as manifestações tomaram as ruas, com críticas severas à teocracia – sistema em que o poder político se baseia na autoridade religiosa.

Intervenção dos EUA

Autoridades iranianas acusam EUA e Israel de fomentar os protestos e criar um pretexto para intervenção militar, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou uma “ação forte” contra a repressão mortal aos atos em massa.

"As fantasias dos EUA e políticas em relação ao Irã têm como base a mudança de regime, com sanções, ameaças, agitação planejada e caos servindo como o modus operandi para criar um pretexto para intervenção militar.”

Assinado pelo embaixador do Irã na ONU, Amir Saeid Iravani, o documento foi enviado após Trump incitar a população iraniana a protestar e ocupar instituições.

Na terça-feira, 13, o governo brasileiro comentou os conflitos. Nota oficial do Ministério das Relações Exteriores lamenta as mortes, mas defende a soberania dos iranianos para decidir os rumos do país.

Ao sublinhar que cabe apenas aos iranianos decidir, de maneira soberana, sobre o futuro de seu país, o Brasil insta todos os atores a se engajarem em diálogo pacífico, substantivo e construtivo."

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