Trump volta a atacar Papa Leão XIV e diz que guerra 'está perto do fim'
Daniel Torok/The White House
São Paulo – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Papa Leão XIV e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) nesta quarta-feira, 15, ao mesmo tempo em que afirmou que a guerra contra o Irã “está muito perto do fim” e sinalizou resistência à prorrogação do cessar-fogo em negociação entre os dois países.
Em publicação na rede Truth Social, Trump questionou se o pontífice tem conhecimento de que o regime iraniano “matou pelo menos 42.000 manifestantes inocentes, completamente desarmados, nos últimos dois meses”, classificando como “absolutamente inaceitável” a possibilidade de o país possuir armas nucleares.
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No fim de semana, ele já havia acusado Leão XIV de ter ligações com a “esquerda radical” e de ser leniente com o crime.
Minutos depois, o presidente americano também criticou a Otan, afirmando que a aliança militar “não estava lá para nós, e eles não estarão lá para nós no futuro”, em referência à recusa de seus membros em participar do conflito contra o Irã.
Cessar-fogo
As declarações ocorrem em meio a avanços nas negociações diplomáticas para estender o cessar-fogo entre Washington e Teerã, cujo prazo atual se encerra em 22 de abril. Segundo fontes ouvidas pela Associated Press, há um acordo em princípio para prolongar a pausa nas hostilidades, abrindo espaço para novas tratativas.
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Mediadores tentam destravar três pontos centrais que impediram avanços nas conversas diretas realizadas no fim de semana: o programa nuclear iraniano, o controle do Estreito de Ormuz e compensações por danos de guerra.
Apesar do progresso, Trump indicou não considerar necessária a extensão da trégua. À ABC News, afirmou que “não está pensando” em prolongá-la e que isso “não será necessário”. “Acho que você verá dois dias incríveis pela frente”, disse, acrescentando que o conflito “pode terminar de qualquer forma”, embora um acordo seja preferível.
Em entrevista à Fox Business Network, o presidente reiterou a expectativa de desfecho próximo. “Acho que está perto do fim, sim. Quero dizer, vejo isso como muito perto do fim”, afirmou. Segundo ele, o Irã “quer muito fazer um acordo”. “Se eu retirasse agora, levaria 20 anos para eles reconstruírem aquele país. E não terminamos. Vamos ver o que acontece.”
Trump também declarou que, sem sua liderança, “o mundo estaria em pedaços” e afirmou que os Estados Unidos “eliminaram os radicais” no Irã, sugerindo mudanças no regime do país.
A divergência entre os esforços diplomáticos e a posição da Casa Branca ocorre em meio a tensões persistentes na região, incluindo o bloqueio americano a portos iranianos e ameaças de retaliação por parte de Teerã, fatores que colocam em risco a continuidade da trégua.
(Por Jean Mendes e Pedro Lima)
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