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Lula comemora números da economia e diz que eleição será uma guerra

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Lula voltou a fazer elogios ao vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), em meio a dúvidas sobre a manutenção da chapa na disputa à reeleição - Foto: Ricardo Stuckert / PR
Lula voltou a fazer elogios ao vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), em meio a dúvidas sobre a manutenção da chapa na disputa à reeleição
Por Broadcast

07/02/2026 | 14h08 ● Atualizado | 14h20

São Paulo, 07/02/2026 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste sábado (07/02), que a oposição não terá argumento nas urnas se comparar os feitos econômicos do governo. Em discurso nas comemorações dos 46 anos do PT, Lula citou a fala feita no mesmo evento na véspera pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e comemorou a queda da inflação, o aumento do salário mínimo e os recordes do Ibovespa.

O aniversário do partido é realizado em Salvador. Haddad não estava presente hoje no evento. O ministro está em São Paulo, onde lança o livro "Capitalismo superindustrial".

Leia também: Haddad diz buscar saídas para impacto da tarifa zero nas contas públicas 

Na sua fala, Lula chegou a brincar, dizendo que, "quando a Bolsa cresce, a gente não ganha nada". Mas emendou dizendo que quando o mercado se desvaloriza, o País todo perde. "É assim. Nós só ficamos com o prejuízo", disse.

Lula também disse que ainda não está contente com a isenção de imposto de renda para quem recebe até R$ 5 mil por mês porque entende que "salário não é renda", mas reconheceu que mudanças nesse sentido só são possíveis com a construção de uma ampla aliança política. "Acordo político é uma coisa tática", afirmou.

O presidente ressaltou ainda feitos na área de educação, saúde e infraestrutura, e disse que é a narrativa petista que vencerá a eleição. "Não há como perdermos para os adversários", afirmou.

Eleição vai ser uma guerra

O presidente deu vários sinais sobre as eleições de 2026 à militância. Ele destacou que 90% dos evangélicos recebem os benefícios do governo e questionou por que eles “votam nos outros”. “O que nós precisamos não é esperar que um pastor fale bem de nós. Nós temos que ir lá (nas igrejas) e conversar”, defendeu.

O petista considerou que “não há como perder” para os adversários, mas ressaltou a importância da narrativa política. “O que vai ganhar essas eleições é a nossa narrativa política”. “Vamos ter que construir o discurso político, ainda não está pronto, mas vamos ter que preparar, porque é uma guerra política”, prosseguiu.

“Nós temos que escrachar cada mentira que eles contarem, nós temos que desmontar, e temos que provar e ter coragem de debater. A gente não pode ficar quieto, nós temos que ser mais desaforados, porque eles são desaforados. E nós não podemos ficar quietinhos. Não tem essa mais de 'Lulinha paz e amor', não tem essa mais. Essa eleição vai ser uma guerra e nós vamos ter que estar preparados para ela”, continuou.

Por fim, Lula disse que há muita mentira e desinformação e chamou PT, PCdoB, PSB, PDT “e quem mais a gente conseguir trazer” para atuar contra o que chamou de fake news.

“Essa luta é se a gente vai permitir que esse País continue a ser democrático ou se vai ser um país fascista, como eles queriam construir. O que está em jogo é a democracia desse País, o que está em jogo a manutenção de instituições que nós temos muitas críticas, mas que são o que garante a democracia desse País”, finalizou.

Alckmin é um homem extraordinário

Lula voltou a fazer elogios ao vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), em meio a dúvidas sobre a manutenção da chapa na disputa à reeleição na eleição deste ano.

"Quando é que vocês imaginaram que eu e Alckmin íamos estar juntos? Nunca. Então, veja, o dado concreto é que isso mostra que a política é uma arte", destacou Lula, chamando o vice para se levantar ao lado dele. Alckmin estava usando uma meia vermelha e chegou a fazer o sinal de "L" com os dedos.

Além de Alckmin, estava no palco, mais ao fundo, o presidente do PSB e prefeito do Recife, João Campos.

"Na minha vida as coisas só acontecem porque Deus quer que aconteçam. E o Geraldo Alckmin é uma dessas coisas que Deus fez acontecer na minha vida, porque é um homem extraordinário, que eu respeito e admiro", completou Lula.

Lula defendeu alianças para vencer as eleições e disse que o PT "não está com essa bola toda". "Nós temos Estados em que nós precisamos compor", ressaltou. E disse que depois do eventual próximo mandato, "acabou". "Não se preocupem que eu não quero mais mandato, não. Depois desse, acabou."

Lula reconheceu que o PT errou na abordagem no Estado de São Paulo, uma das gêneses do partido. "Pensam que não sofro com situação do PT em São Paulo? O que aconteceu?", disse o presidente.

Solidariedade ao povo cubano

À militância do PT, o disse que o Brasil é solidário ao povo cubano e defendeu que o problema da Venezuela seja resolvido pelo povo daquele país. Ele também celebrou as relações com a China, maior parceira comercial do Brasil.

Nosso País é solidário ao povo cubano, que é vítima de um massacre e de especulação dos Estados Unidos contra eles”, disse, durante ato político em comemoração aos 46 anos do Partido dos Trabalhadores (PT), em Salvador (BA). Ele defendeu que o PT “encontre um jeito” de ajudar Cuba.

“Nós temos que dizer em alto e bom som que o problema da Venezuela tem que ser resolvido pelo povo venezuelano, e não pelos Estados Unidos ou pelo (Donald) Trump”, afirmou na sequência. As falas são feitas pouco antes de uma viagem oficial que Lula fará a Washington, para se encontrar com o presidente americano, Donald Trump, e discutir assuntos de interesse comum dos dois países, como o tarifaço.

O petista ainda pontuou que “toda reunião” internacional visa evitar que os países vendam terras raras e minerais críticos à China, e destacou a parceria comercial sino-brasileira. “Sou muito grato à parceria que o Brasil tem com a China, porque é uma parceria respeitosa e exitosa”, elogiou.

 (Por Flávia Said e Mateus Fagundes)

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