Lula confirma Alckmin como vice na chapa para disputar reeleição em 2026
Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou na reunião ministerial desta terça-feira, 31, que Geraldo Alckmin será seu candidato a vice-presidente novamente. Havia uma indefinição sobre qual seria o papel do atual ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio nas eleições de 2026. Com isso, o ministro repetirá a chapa de 2022 com o petista.
“Companheiro Alckmin que vai ter que deixar o Mdic. Ele vai ter que deixar porque ele é candidato a vice-presidente da República outra vez. E ele vai deixar o Mdic”, afirmou em sua fala de abertura.
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Além disso, o presidente comentou a situação de outros ministros. Disse que José Múcio, da Defesa, fica até o fim do governo – ele foi chamado para ficar um ano e completará todo o mandato. Simone Tebet, do Planejamento, deixará a Pasta para disputar o Senado por São Paulo.
Eu acho que cada um de vocês tem um desejo, tem uma vocação, tem uma aspiração e que Deus abençoe que vocês cumpram essa vocação de vocês. Naquilo que eu puder ajudar, eu vou ajudar.”
A reunião ministerial convocada por Lula é a primeira do ano e feita com o intuito de apresentar um balanço dos ministros que vão deixar a Esplanada por causa do prazo de desincompatibilização dos cargos, exigido pela legislação eleitoral para políticos com cargos no Executivo que desejam disputar as eleições, que vai até o próximo sábado, 4.
18 ministros
Segundo o presidente, pelo menos 18 ministros vão deixar o governo até a noite da quinta-feira, 2. "Pelo menos 14 companheiros já comunicaram que deixarão o governo. A partir de hoje, mais quatro companheiros que vão anunciar daqui a pouco. E depois, quem sabe, mais alguns, porque até quinta-feira à noite é tempo de me avisar", disse Lula.
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Lula disse ainda que os ministros que serão candidatos a cargos no Legislativo devem ajudar a mudar a "promiscuidade" que, segundo ele, existe no Congresso. Segundo o presidente, a política perdeu a "seriedade" e parafraseou uma máxima do ex-presidente da Câmara Ulysses Guimarães.
Perdeu muito de seriedade a política. O doutor Ulysses Guimarães, quando a imprensa estava dizendo que era preciso reformar, que era preciso mudar, ele dizia sempre que toda vez que se discute mudança, o resultado é para pior. E eu não canso de dizer que a política piorou muito."
Lula também se queixou do que chamou de "situação de degradação" de instituições da República e afirmou que a política virou um "negócio". "Outro dia alguém me disse que um deputado federal não será eleito por menos de R$ 50 milhões. Se isso for verdade, nós chegamos ao fim de qualquer seriedade na política brasileira", disse Lula.
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O presidente também afirmou que os ministros candidatos terão "orgulho" de destacar o trabalho deles no Executivo. Em tom de brincadeira, o presidente disse que haverá baixas de ministros que ainda não são candidatos, mas ajudarão na campanha.
É o caso do ministro da Educação, Camilo Santana, que pode ser lançado como candidato ao governo do Ceará para substituir o governador do Estado, Elmano de Freitas (PT). Pesquisas apontam que Camilo é um nome mais forte para enfrentar o candidato tucano, Ciro Gomes (PSDB).
(Por Mateus Maia, Gabriel de Sousa e Gabriel Hirabahasi)
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