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Lula deve ir a Washington e se reunir com Trump na Casa Branca

Ricardo Stuckert / PR

Lula e Trump em encontro na Assembleia Geral da ONU, em setembro - Ricardo Stuckert / PR
Lula e Trump em encontro na Assembleia Geral da ONU, em setembro
Por Broadcast

04/05/2026 | 16h00

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve viajar a Washington na próxima quinta-feira e está previsto um encontro com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, conforme antecipou a "Broadcast". Esta será a primeira vez que Lula se reúne com Trump na Casa Branca. Os outros dois encontros ocorreram na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, em setembro passado, e na cúpula da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), em outubro.

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que a reunião tem peso estratégico para a relação bilateral e para a agenda econômica do Brasil. Além disso, ocorre em um momento em que o comércio e os investimentos com os norte-americanos seguem relevantes para a economia brasileira, especialmente em setores de maior valor agregado.

Os Estados Unidos são o terceiro parceiro comercial do Brasil, atrás da China e da União Europeia. É o primeiro investidor no Brasil", disse.

Ele destacou ainda que a relevância dos EUA vai além do fluxo de comércio e ressaltou o perfil do que os norte-americanos compram do País, citando a aquisição de bens industrializados.

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Tarifas e superávit americano

Alckmin voltou a criticar medidas de aumento de tarifas e defendeu um ambiente de maior previsibilidade e cooperação. Para reforçar o argumento, o vice-presidente voltou a afirmar que os EUA registram déficit comercial com muitos países, mas não com o Brasil.

Ele citou dados do G20 para sustentar que o Brasil está entre os poucos países com os quais os EUA mantêm saldo positivo, tanto na balança de serviços, quanto de bens e produtos. “Aquele tarifaço não tinha sentido", declarou.

Por fim, Alckmin disse esperar que a interlocução direta entre os presidente do Brasil e dos EUA ajude ampliar o entendimento entre os governos.

Eu torço para que essa boa química que ocorreu entre o presidente Lula e o presidente Trump possa fortalecer ainda mais em benefício de dois grandes países."

(Por Gabriel de Sousa, Francisco Carlos de Assis e Gustavo Nicoletta)

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