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Lula diz que intervenção armada na Venezuela seria catástrofe humanitária

Ricardo Stuckert / PR

Lula participou ontem da abertura da ponte Brasil–Paraguai; hoje, disse que a ameaça à soberania se apresenta sob guerra, antidemocracia e crime organizado - Ricardo Stuckert / PR
Lula participou ontem da abertura da ponte Brasil–Paraguai; hoje, disse que a ameaça à soberania se apresenta sob guerra, antidemocracia e crime organizado

Por Caroline Aragaki e Aramis Merki II, da Broadcast

redacao@viva.com.br
20/12/2025 | 11h00

ue Foz do Iguaçu e São Paulo, 20/12/2025 - A intervenção armada na Venezuela seria uma catástrofe humanitária para o Hemisfério Sul, disse o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na plenária da 67ª Cúpula do Mercosul, em Foz do Iguaçu (PR). "A ameaça de soberania se apresenta hoje, sob guerra, antidemocracia e crime organizado", afirmou.

 O presidente brasileiro disse que propôs ao Uruguai a composição de uma reunião para discutir como fortalecer o combate ao crime organizado. 

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Além disso, Lula pediu ao governo Paraguai, cujo presidente, Santiago Peña, será o próximo presidente do Mercosul, para a promoção de um pacto pelo fim do feminicídio e violência contra mulheres. Ele ainda citou a política de proteção a crianças no ambiente digital, promovida na liderança brasileira do bloco.

Acordo com a União Europeia

Lula afirmou que o Mercosul seguirá trabalhando com outros parceiros enquanto não fechar o acordo com a União Europeia (UE). "Diversificar parcerias é chave para a resiliência de economia", disse. Segundo ele, há negociações de acordos com países como Japão e Vietnã. Além disso, citou que espera fechar a negociação com o Panamá.

O presidente afirmou que a negociação com a UE se desenrola há 26 anos. A reunião que ocorre em Foz do Iguaçu neste fim de semana foi marcada a pedido dos europeus, segundo o brasileiro. "Infelizmente, a Europa ainda não se decidiu. Líderes europeus pediram tempo adicional para decidir sobre acordo." O brasileiro, atual presidente do Mercosul, disse que o bloco de países da América do Sul, aceita adoção de cotas de produtos agropecuários e o mecanismo de salvaguardas por parte do bloco europeu. 

A reunião marca o fim da presidência temporária brasileira do bloco, que passará para o Paraguai. "Eu espero que tenhamos seis meses de uma boa colheita, de bons frutos e de bons acordos internacionais. Posso dizer a vocês que o mundo está ávido a fazer acordo com o Mercosul. E nós, certamente, vamos conseguir nesse período fazer os acordos que não foram possíveis realizar na minha presidência."

Enel

No início do discurso, Lula citou a empresa concessionária de energia Enel São Paulo. Na semana passada o estado paulista sofreu um apagão que deixou 2,2 milhões de endereços sem luz na região metropolitana de São Paulo. O presidente disse que os demais presidentes na cúpula poderiam ultrapassar os dez minutos estabelecidos para os discursos, e completou: "O que não pode é faltar energia, né, Enel".

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