Lula diz que Pix pode ser expandido para pagamentos em todo o Mercosul
Ricardo Stuckert/PR
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sugeriu nesta terça-feira, 30, que o Pix possa ser expandido para toda a América do Sul, em um sinal de integração entre os países do bloco aduaneiro.
“Experiências nacionais bem sucedidas devem ser compartilhadas entre os países do bloco. O Pix, sistema brasileiro público e gratuito de pagamentos, é referência internacional de inclusão financeira e eficiência digital. Sua arquitetura pode servir de base para uma infraestrutura de pagamentos que beneficie todos os cidadãos do Mercosul”, disse o presidente, em discurso na cúpula do Mercosul, no Paraguai.
Leia também
“A integração financeira reduzirá custos, fortalecerá o comércio intrabloco, ampliará o uso de moedas locais e aumentará nossa resiliência frente a choques externos”, completou.
Combate ao crime organizado
Em seu discurso lido no evento, Lula também falou sobre o combate ao crime organizado. Disse que o governo brasileiro prioriza “o fortalecimento da inteligência e da cooperação internacional para asfixiar os escalões mais altos das redes criminosas e combater o tráfico de drogas e de armas”.
Ainda disse que o Brasil vai custear a presença de delegados de países do Mercosul por um ano em Buenos Aires para “para ampliar a coordenação no combate ao tráfico internacional de drogas e crimes correlatos”.
Depois de ler o discurso, Lula falou de improviso e fez críticas ao Mercosul. O presidente disse que é preciso ter “instituições sólidas” e que o bloco funcione independente das ideologias políticas.
“Um dos grandes problemas nossos é que não temos instituições sólidas. O Mercosul não pode funcionar com base na eleição desse ou daquele presidente. Senão nunca vamos ter um bloco realmente forte e funcionando. A depender da vontade de um presidente funciona, a depender (de outro presidente) não funciona. A gente nunca vai conseguir se transformar em um bloco econômico de muita vitalidade para ter influência no mundo”, declarou.
(Por Gabriel Hirabahasi e Gabriel de Sousa)
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.