Pagamentos via Pix em canais digitais chegam a 30 bi de transações em 2025
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São Paulo - O Pix é o principal meio de pagamento em canais digitais e cresce em canais físicos e maquininhas, aponta a pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026. Em 2025, os pagamentos via Pix em canais digitais subiram 20%, atingindo a marca de 30,1 bilhões de transações.
Nos canais físicos, que incluem maquininhas, agências e caixas eletrônicos, o Pix registrou uma expansão anual de 61%, somando 2,1 bilhões de transações. O cartão de crédito viu alta de 6%, a 12,65 bilhões de transações e o débito caiu 1%, mas ainda tem o maior número absoluto em pagamentos físicos (21,5 bilhões).
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O desempenho nas maquininhas (POS) é um destaque à parte, com um salto de 54% no uso do Pix, enquanto o cartão de crédito cresceu 8% e o débito apresentou queda de 4% no mesmo período.
De acordo com Ivo Mósca, diretor executivo de Inovação, Produtos e Segurança da Febraban, os dados refletem uma mudança estrutural no mercado. "Vemos concorrência direta do Pix com o cartão de débito", disse em coletiva de imprensa sobre o relatório.
Ele pondera, entretanto, que o sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central não é concorrente direto do cartão de crédito, que tem um propósito diferente para os usuários.
Volume de transações
Já o volume total de transações bancárias realizadas no Brasil em 2025 alcançou a marca de 240,8 bilhões, o que representa uma alta anual de 11% em comparação ao ano anterior. O levantamento revela a consolidação definitiva dos canais digitais, que agora concentram 83% de todas as operações financeiras realizadas pelos brasileiros.
O protagonismo absoluto cabe ao mobile banking, canal responsável por 78% do total de transações em 2025. Nos últimos cinco anos, o uso do smartphone para fins bancários apresentou um salto de 169%, totalizando 187,5 bilhões de transações no último ano.
Os canais físicos, por sua vez, seguem perdendo participação, representando apenas 6% da composição total das transações no ano passado. Há ainda 11% de participação das máquinas de pagamento (POS, na sigla em inglês).
Novos clientes
A digitalização também transformou o processo de entrada de novos clientes no sistema. A abertura de contas correntes por meios digitais superou a física, respondendo por 54% do total.
Foram 19,4 milhões de contas abertas digitalmente (alta de 13% em relação a 2024), enquanto as aberturas presenciais caíram 7%, totalizando 16,3 milhões. No total, o Brasil encerrou o período com 596 milhões de contas ativas, sendo que 40% delas operam ativamente nos canais digitais.
Esta é a 34ª edição da Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária. O estudo contou com a participação de até 25 bancos, abrangendo cerca de 85% dos ativos da indústria bancária no Brasil, além de entrevistas com 53 executivos lideranças da área de tecnologia.
(Por Aramis Merki II)
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