Médico da Unicamp é denunciado por furar fila no tratamento de obesidade
Divulgação / Unicamp
São Paulo - O Ministério Público do Estado de São Paulo (MP-SP) denunciou dois médicos do Hospital de Clínicas (HC) da Unicamp, em Campinas (SP). Os profissionais teriam liderado um esquema que possibilitava pacientes de uma empresa a "furar a fila" do Sistema Único de Saúde (SUS) para terem acesso a cirurgias bariátricas.
De acordo com o MP-SP, os especialistas mantinham um escritório que chegou a firmar contratos com prefeituras, entre elas a de Indaiatuba, no interior de São Paulo. O objetivo era atender exclusivamente casos de obesidade. Não há detalhes do período em que as irregularidades aconteceram.
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Segundo o MP . um dos suspeitos é Felipe David Mendonça Chaim, servidor e sócio-proprietário da empresa que fazia os atendimentos. O outro denunciado é Elinton Adami Chaim, pai de Felipe. Ele atuava como chefe do ambulatório de obesidade do HC e respondia pelo agendamento das cirurgias.
De acordo com o ministério público, um dos envolvidos teria firmado um contrato com a Prefeitura de Indaiatuba para o pagamento mensal de R$ 11.800 por seis meses, totalizando R$ 70.800. Outro ajuste posterior estipulou uma remuneração de R$ 12 mil mensais, por 12 meses, somando R$ 144 mil.
Apuração das irregularidades
Em nota à imprensa, a Unicamp informou que instaurou dois Processos Administrativos Disciplinares para apurar as supostas irregularidades. As apurações já foram concluídas, e Felipe foi suspenso por 10 dias e Elinton foi absolvido.
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A Prefeitura de Indaiatuba informou que não mantém mais contrato com a empresa e destacou que, durante a vigência contratual, não foram identificadas irregularidades na prestação dos serviços. A Secretaria de Saúde disse que permanece à disposição para eventuais esclarecimentos.
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