Meio/Ideia: Lula lidera 1º turno e empata tecnicamente com Flávio no 2º
Ricardo Stuckert/PR (esq.) e Geraldo Magela/Agência Senado
São Paulo – Pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira, 8, mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança nas simulações de primeiro turno da eleição presidencial de 2026 e aparece tecnicamente empatado em um eventual segundo turno com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) .
Na projeção entre os dois, Lula tem 45% das intenções de voto, enquanto Flávio registra 40%. Brancos e nulos somam 10,5%, e 4,5% dos entrevistados ainda não sabem em quem votar. Como a margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos, o cenário configura empate técnico.
Leia também
Na comparação com a pesquisa de maio, ambos oscilaram dentro da margem de erro. Lula passou de 46,5% para 45%, enquanto Flávio foi de 41,4% para 40%, indicando um cenário de estabilidade e disputa acirrada.
A principal diferença entre os dois está no comportamento do eleitorado feminino, que, nos cenários testados, se mostra fundamental para a reeleição de Lula. Entre os homens, Flávio lidera com 46,3%, contra 39,2% de Lula. Já entre as mulheres, o presidente alcança 50,4%, enquanto o senador registra 34,2%.
Regionalmente, Lula tem seu melhor desempenho no Nordeste (62,7%), entre eleitores das classes D/E (58,8%) e daqueles com renda de até um salário mínimo (58,8%). Flávio se destaca entre os evangélicos (61,1%) e moradores da região Sul (54,1%).
Nos demais cenários de segundo turno testados, Lula venceria todos os adversários. O presidente mantém 45% das intenções de voto contra Ronaldo Caiado (37,6%), Romeu Zema (37%), Michelle Bolsonaro (36%), Renan Santos (33%) e Joaquim Barbosa (23%).
Flávio x Michelle
A pesquisa também simulou dois cenários para o primeiro turno: um com Flávio Bolsonaro e outro com Michelle Bolsonaro como candidata do PL.
Com Flávio na disputa, Lula aparece com 40,4% das intenções de voto, seguido pelo senador, com 32%. Indecisos representam 9,5%, enquanto 4,1% afirmam que pretendem votar em branco, anular ou não escolher nenhum candidato.
Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (4%), Romeu Zema (2,5%), Aécio Neves (2%), Renan Santos (2%), Augusto Cury (1,5%), Joaquim Barbosa (0,5%), Cabo Daciolo (0,5%), Rui Costa Pimenta (0,4%), Samara Martins (0,4%), Hertz Dias (0,1%) e Edmilson Costa (0,1%).
Quando Michelle Bolsonaro substitui Flávio no cenário, Lula mantém os mesmos 40,4%, enquanto a ex-primeira-dama registra 29,4%. Parte dessa diferença é absorvida por outros pré-candidatos, principalmente Caiado (7%), Zema (4,4%), Renan Santos (3,5%), Aécio Neves (3,2%) e Augusto Cury (2,5%).
Na pesquisa espontânea, em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de candidatos, Lula é citado por 32,8% dos eleitores, seguido por Flávio Bolsonaro, com 20,3%.
Cerca de um terço dos entrevistados ainda não sabe em quem votar. Jair Bolsonaro, inelegível e em prisão domiciliar, é lembrado por 1,3%, enquanto Ronaldo Caiado aparece com 1,2%.
Rejeição
O levantamento mostra ainda que Lula continua sendo o pré-candidato com maior rejeição: 46,4% afirmam que não votariam nele de jeito nenhum, índice praticamente estável em relação aos 46,7% registrados em maio.
Flávio Bolsonaro teve a rejeição elevada de 39,8% para 43,4%, enquanto Michelle Bolsonaro passou de 26% para 28%, permanecendo como um nome menos rejeitado que o senador.
Os demais pré-candidatos apresentam índices inferiores, com destaque para Aécio Neves (18,6%), Cabo Daciolo (14,1%), Romeu Zema (13,3%) e Ronaldo Caiado (12,1%).
O levantamento também indica que 64% dos entrevistados afirmam já ter decidido o voto para presidente, enquanto 36% dizem que ainda podem mudar de opinião.
Aprovação do governo segue estável
A pesquisa mostra ainda que 46,5% dos brasileiros aprovam a forma como Lula conduz o governo, enquanto 48,5% desaprovam. Outros 4,9% não souberam responder.
Em relação ao levantamento anterior, a aprovação permaneceu praticamente estável, enquanto a desaprovação recuou de 51,4% para 48,5%, dentro da margem de erro.
A aprovação é maior entre moradores do Nordeste (63,2%) e integrantes das classes D/E (60,2%). Já a desaprovação alcança seus maiores índices entre evangélicos (76,3%) e moradores da região Sul (67,7%).
Na avaliação geral da gestão, 41% classificam o governo como ruim ou péssimo, 32,5% o consideram ótimo ou bom e 24,5% avaliam a administração como regular.
Entre as áreas de atuação do governo, a segurança pública foi a que apresentou melhora na percepção dos entrevistados. O percentual dos que classificam o desempenho como ótimo ou bom passou de 19,7%, em maio, para 26,5% neste levantamento.
Comentários
Política de comentários
Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.