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Moraes nega visita de Javier Milei a Bolsonaro em prisão domiciliar

Rosinei Coutinho/STF

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, ampliou as restrições a visitas a Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar - Rosinei Coutinho/STF
O ministro do STF, Alexandre de Moraes, ampliou as restrições a visitas a Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar
Por Luana Pavani

18/07/2026 | 10h47

São Paulo - O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira, 17, negar autorização para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pudesse receber o presidente argentino Javier Milei junto com sua delegação. A visita estava marcada para o dia 25, às 16h, na casa do ex-presidente, que segue em prisão domiciliar.

Antes disso, na sexta-feira, o ministro do STF havia ampliado as restrições impostas a Jair Bolsonaro, impedindo-o de receber visitas com finalidade política até o fim das eleições de outubro e também de veicular qualquer tipo de manifesto político-eleitoral, inclusive por intermédio de terceiros.

Violação de ordem

De forma geral, o ex-presidente está proibido de receber visitas durante os próximos 30 dias. Também Moraes manteve a proibição de Flávio visitá-lo por 90 dias, após publicação, feita pelo senador e pré-candidato no último sábado, 11, de uma carta escrita pelo ex-presidente nas redes sociais.

Ao justificar essas medidas, Moraes afirmou que Bolsonaro violou a ordem que o restringia de utilizar redes sociais, uma infração evidenciada pela divulgação da carta. "É evidente o desrespeito de Jair Bolsonaro à medida cautelar, cuja estrita observância é condição fundamental para a manutenção da prisão domiciliar humanitária", afirmou Moraes.

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