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Operação mira fraudes bancárias de R$ 136 milhões do Comando Vermelho

Polícia Civil do Rio de Janeiro/Divulgação

Em janeiro, outra operação contra o Comando Vermelho resultou na morte de 122 pessoas - Polícia Civil do Rio de Janeiro/Divulgação
Em janeiro, outra operação contra o Comando Vermelho resultou na morte de 122 pessoas
Por Estadão Conteúdo

09/03/2026 | 18h26

São Paulo - A Polícia Civil do Rio de Janeiro realiza uma operação interestadual contra um esquema do Comando Vermelho (CV) de fraudes bancárias com empresas fictícias e lavagem de dinheiro, responsável por movimentar mais de R$ 136 milhões.

Os agentes cumprem 38 mandados de busca e apreensão em endereços na capital fluminense, na Região Metropolitana, na Região dos Lagos e também no Rio Grande do Sul. Até o momento, um dos alvos foi preso em flagrante com um automóvel de luxo roubado.

Leia também: CIDH diz que operação com 122 mortos no Rio falhou na segurança pública

A polícia realizou ainda a apreensão judicial de dois imóveis de alto padrão, em Rio das Ostras e em Nova Iguaçu.

De acordo com o governo do Rio, a operação tem como objetivo "desarticular uma complexa estrutura criminosa responsável por fraudar instituições financeiras por meio da abertura irregular de contas empresariais, obtenção indevida de crédito e ocultação da origem dos valores obtidos ilegalmente".

De acordo com as investigações, o grupo utilizava empresas de fachada, documentos falsos e pessoas interpostas, conhecidas como "laranjas", para viabilizar as fraudes.

A investigação teve início após uma instituição financeira comunicar irregularidades na abertura de contas empresariais e na concessão fraudulenta de crédito, que inicialmente causaram prejuízo superior a R$ 5,2 milhões.

Com o avanço das apurações e a análise de relatórios de inteligência financeira, os agentes identificaram movimentações de alto valor incompatíveis com a capacidade econômica declarada pelos investigados. Foi descoberto que o principal operador financeiro da organização criminosa movimentou cerca de R$ 136 milhões em menos de dez meses.

Segundo o governo, os "operadores financeiros ligados ao esquema possuem antecedentes criminais por crimes como tráfico de drogas roubo e associação criminosa. Ainda há indícios de que parte dos recursos obtidos com as fraudes era destinada ao financiamento de atividades ilícitas relacionadas ao tráfico".

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