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Papa Leão XIV defende regulação da IA e critica uso bélico da tecnologia

Reprodução/Vatican News

Leão XIV criticou a 'cultura de poder' que impulsiona a corrida tecnológica - Reprodução/Vatican News
Leão XIV criticou a 'cultura de poder' que impulsiona a corrida tecnológica
Por Broadcast

25/05/2026 | 10h05

São Paulo - O papa Leão XIV defendeu nesta segunda-feira, 15, uma regulação robusta da inteligência artificial (IA) e pediu que os desenvolvedores atuem em favor do bem comum, e não do lucro, ao divulgar uma encíclica sobre os impactos da tecnologia, do mercado de trabalho às guerras.

Intitulada "Magnifica Humanitas" ("Magnífica Humanidade"), a primeira encíclica do pontífice era aguardada desde que ele afirmou considerar a IA o maior desafio atual da humanidade.

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No texto, Leão XIV criticou a "cultura de poder" que impulsiona a corrida tecnológica, especialmente no desenvolvimento de sistemas cada vez mais sofisticados de guerra remota.

O papa afirmou que "não é permissível" delegar a sistemas de IA decisões irreversíveis e letais, em um posicionamento que amplia divergências com o governo Donald Trump, favorável à desregulamentação do setor nos EUA.

Leão XIV também criticou a concentração de poder e dados nas mãos de poucas empresas privadas, classificando-a como um risco, sobretudo para crianças e grupos vulneráveis.

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Segundo ele, não basta recorrer à ética de forma abstrata, sendo necessários marcos legais sólidos, supervisão independente e ação política efetiva. "Uma IA mais moral não é suficiente se essa moralidade for determinada por poucos", escreveu.

O pontífice apelou para que líderes políticos e desenvolvedores desacelerem o avanço da tecnologia e reflitam sobre seus impactos, defendendo decisões guiadas por princípios éticos e espirituais voltados ao benefício da humanidade.

Escravidão

Também nesta segunda-feira, o papa Leão XIV pediu desculpas pelo papel da Santa Sé na legitimação da escravidão e por ter deixado de condená-la durante séculos, classificando o histórico do Vaticano como uma "ferida na memória crstã".

Embora pontífices anteriores já tenham se desculpado pelo envolvimento de cristãos no tráfico transatlântico de escravos, nenhum papa havia reconhecido publicamente o apoio dado por papas do passado à escravização de "infiéis" por soberanos europeus.

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