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Papa Leão XIV descarta debate com Trump: "Não é do meu interesse"

Reprodução/Instagram @pontifex

A declaração foi feita a repórteres a bordo do voo papal que partiu de Camarões com destino a Angola - Reprodução/Instagram @pontifex
A declaração foi feita a repórteres a bordo do voo papal que partiu de Camarões com destino a Angola
Por Broadcast

18/04/2026 | 11h42

A bordo do avião Papal - O Papa Leão XIV declarou, neste sábado, 18, que não tem interesse em debater com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a guerra com o Irã. O Pontífice, no entanto, reforçou que continuará pregando a mensagem do Evangelho sobre a paz mundial.

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A declaração foi feita a repórteres a bordo do voo papal que partiu de Camarões com destino a Angola. O primeiro papa americano buscou esclarecer a situação, insistindo que sua pregação não é direcionada a Trump de forma pessoal, mas reflete a mensagem ampla e universal da Igreja Católica.

Conflito em Camarões

Em sua fala à imprensa, Leão XIV referiu-se especificamente ao discurso proferido no início da semana durante uma reunião de paz em Bamenda, nos Camarões. A cidade é o epicentro de um conflito separatista que assola a região ocidental anglófona do país africano há quase uma década.

O líder católico explicou que seus comentários — nos quais criticou duramente um "punhado de tiranos" que devastam a Terra com guerras e exploração — foram escritos duas semanas antes, muito antes de as críticas de Trump virem a público.

"E, no entanto, aconteceu que pareceu que eu estava tentando debater novamente com o presidente, o que não me interessa em nada", destacou o Papa. Ele garantiu, contudo, que, olhando para o futuro, sua prioridade continuará sendo a pregação do Evangelho.

Críticas de Trump

O atrito recente teve início na noite de 12 de abril, quando Donald Trump usou sua rede social, a Truth Social, para atacar a postura de Leão XIV. O presidente americano criticou a pregação do Pontífice em meio à guerra em andamento, conflito que teve início com ataques conjuntos dos EUA e de Israel em 28 de fevereiro e foi seguido pela retaliação do Irã.

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Nas publicações, Trump acusou o Papa de ser leniente com o crime e conivente com a esquerda. O republicano chegou a afirmar, inclusive, que o pontífice americano devia sua eleição a ele.

Ao encerrar o assunto no avião, Leão XIV minimizou o ruído gerado pela imprensa em torno da troca de farpas. "Grande parte do que foi escrito desde então consiste em comentários sobre comentários, tentando interpretar o que já foi dito", concluiu o Pontífice.

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