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PF desarticula grupo que fazia saques 'pós-óbito' de benefícios do INSS

Divulgação/PF

Entre as práticas investigadas estão o saque pós-óbito, realizado após a morte do titular - Divulgação/PF
Entre as práticas investigadas estão o saque pós-óbito, realizado após a morte do titular
Por Paula Bulka Durães

15/04/2026 | 14h58

São Paulo - A Polícia Federal (PF) desarticulou, nesta quarta-feira, 15, um grupo criminoso responsável por uma série de saques fraudulentos de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) em Teresina (PI) e no interior do Maranhão.

A Operação Bórgias II, realizada em parceria com a Coordenação de Inteligência Previdenciária (COINP), identificou 17 benefícios ativos captados indevidamente pela quadrilha.

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Entre as práticas investigadas estão o saque pós-óbito — realizado após a morte do titular —, além de fraudes envolvendo o uso de pessoas fictícias e o desvio de recursos de beneficiários vivos.

A organização criminosa mantinha sua base de atuação no município de Codó (MA) e gerou um prejuízo estimado em R$ 5,3 milhões aos cofres públicos. Ao todo, os agentes federais cumpriram 9 mandados de prisão e 17 de busca e apreensão nas cidades de Teresina (PI), Codó e Bacabal (MA).

Durante a ação, os integrantes tiveram bens e valores sequestrados pela Justiça, que permanecerão retidos até a conclusão do inquérito.

Como o grupo operava?

De acordo com as investigações, o grupo burlava as ferramentas de segurança do INSS por meio da inserção de documentos falsos nos sistemas e da alteração ilícita de dados cadastrais e locais de pagamento.

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A Polícia Federal destacou que alguns dos suspeitos já são reincidentes e haviam sido alvos da primeira fase da investigação, batizada de Operação Bórgias I.

Com o avanço das apurações, os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato majorado, falsidade ideológica, uso de documento falso, apropriação de bens de pessoas idosas e lavagem de bens e valores.

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