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PF faz operação contra lavagem de dinheiro em postos de combustíveis no RJ

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Operação da PF no RJ combate esquema de lavagem de dinheiro de R$ 7,6 bilhões - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Operação da PF no RJ combate esquema de lavagem de dinheiro de R$ 7,6 bilhões
Por Alexandre Barreto

07/07/2026 | 09h13

São Paulo - A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira, 7, a 6ª fase da Operação Unha e Carne no Estado do Rio de Janeiro. O principal objetivo da ação é desarticular uma organização criminosa suspeita de utilizar uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana para lavar dinheiro.

De acordo com as investigações, o esquema contava com a participação ativa de agentes públicos e movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme dados apontados por um Relatório de Inteligência Financeira (RIF) do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

Agentes federais cumprem, desde as primeiras horas desta terça-feira, 19 mandados de busca e apreensão. As ordens judiciais estão sendo coordenadas nos municípios de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e também na capital fluminense.

Além das buscas, a Justiça determinou o sequestro de bens e valores do grupo, bem como a suspensão imediata das atividades econômicas de todas as empresas que estão ligadas aos investigados nesta fase da apuração.

Os envolvidos na fraude podem responder judicialmente pelos crimes de organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro. A PF informou que outros delitos poderão ser identificados e incluídos no processo ao longo do desenvolvimento das investigações.

A operação segue as diretrizes estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal na ADPF 635 (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) e é um desdobramento da Força-Tarefa Missão Redentor II, uma iniciativa coordenada pela própria PF que busca desarticular facções e outros grupos criminosos que atuam no Estado do Rio de Janeiro.

A 5ª etapa da mesma operação foi realizada no dia 2 de julho e resultou no cumprimento de três mandados de prisão e um de busca e apreensão.

Na ocasião anterior, as medidas judiciais foram direcionadas contra o contraventor do jogo do bicho Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho, o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro Rodrigo Bacellar, e o empresário e pastor evangélico Márcio Poncio.

O ex-deputado federal Marco Antônio Cabral, filho do ex-governador Sérgio Cabral, também foi alvo de busca e apreensão na fase antecedente.

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