PF faz operação contra rede que divulgava vídeos de abuso sexual na internet
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11/02/2026 | 11h07
São Paulo, 11/02/2026 - A Polícia Federal deflagrou nesta quarta-feira, 11, a Operação Somnus para reprimir crimes sexuais e a divulgação de abuso contra mulheres na internet. A ação cumpre três mandados de prisão temporária e sete mandados de busca e apreensão em Estados como São Paulo, Ceará, Pará, Santa Catarina e Bahia.
Segundo a investigação, sete brasileiros são suspeitos de participação em uma rede que compartilhava conteúdos ilegais envolvendo mulheres em estado de sedação. A PF não divulgou os nomes dos investigados para preservar o andamento do processo.
As apurações tiveram início em 2025, após informações repassadas pela Agência da União Europeia para a Cooperação Policial (Europol), que envolveu mais de 20 países.
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Os dados indicaram a existência de redes transnacionais dedicadas à troca e difusão de vídeos de abusos sexuais. A PF informou que mensagens analisadas mostram que os investigados discutiam o uso de medicamentos com efeito sedativo.
Eles demonstravam conhecimento sobre marcas comerciais e possíveis efeitos dessas substâncias, o que levantou suspeitas sobre a prática de crimes contra mulheres em situação de vulnerabilidade.
O que foi apreendido e investigado
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos computadores, celulares, equipamentos eletrônicos e dispositivos de armazenamento de dados. O material será periciado para aprofundar as investigações e identificar possíveis vítimas.
As condutas podem ser enquadradas nos crimes de estupro de vulnerável e divulgação de cena de estupro. Segundo a corporação, há indícios de manifestações de ódio e objetificação de mulheres nos conteúdos analisados.
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No Brasil, a apuração também se baseia na Lei nº 13.642 de 2018, que atribui à Polícia Federal a responsabilidade de investigar crimes praticados pela internet relacionados à disseminação de conteúdo misógino.
A orientação das autoridades é que qualquer pessoa que tenha conhecimento de crimes semelhantes faça denúncia aos canais oficiais da Polícia Federal ou procure uma delegacia para registro da ocorrência.
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