CONFIRA

PF prende dono do Banco Master em tentativa de fuga do País

Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, tentava fugir do País quando foi preso pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos (SP); entenda o porquê

Paula Bulka Durães

Por Paula Bulka Durães

18/11/2025 | 11h54

Divulgação/Banco Master

Empresário é alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta terça-feira com o objetivo de combater crimes contra o Sistema Financeiro Nacional - Divulgação/Banco Master
Empresário é alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta terça-feira com o objetivo de combater crimes contra o Sistema Financeiro Nacional
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São Paulo, 18/11/2025 - A Polícia Federal (PF) prendeu o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, no Aeroporto Internacional de Guarulhos (SP), enquanto tentava deixar o País, em operação que investiga suspeitas de crimes na venda da instituição para o Banco de Brasília (BRB).

O empresário é alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada na manhã desta terça-feira com o objetivo de combater crimes contra o Sistema Financeiro Nacional por meio da emissão de títulos falsos por instituições financeiras.

Leia também: BC decreta liquidação extrajudicial do Banco Master

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Ele foi preso um dia após a Fictor Holding Financeira manifestar interesse em comprar o Banco Master. Em setembro, a venda de uma parte da instituição para o BRB foi reprovada pelo Banco Central (BC).

Além de Vorcaro, foram expedidos outros quatro mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 25 mandados de busca e apreensão nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal.

Outro desdobramento da operação foi a liquidação extrajudicial do Banco Master, anunciada em comunicado pelo Banco Central.

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De acordo com a PF, as investigações foram iniciadas no ano passado, após pedido do Ministério Público Federal. A suspeita é que o Banco Master vendia títulos ao BRB e, após fiscalização do Banco Central, substituía-os por outros ativos sem avaliação técnica adequada.

Os suspeitos são investigados pelos crimes de gestão fraudulenta, gestão temerária (gestão com risco elevado) e organização criminosa.

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