PIB cresce 2% em um ano e 0,5% no trimestre, informa IBGE
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Rio - O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro registrou alta de 0,5% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio acima da mediana das estimativas dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de alta de 0,4%, com intervalo entre 0,2% e 0,7%.
Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o PIB apresentou alta de 2% no segundo trimestre de 2026, quase em linha com a mediana das projeções, de avanço de 1,9%, com estimativas que variavam entre 1,4% e 2,3%. O PIB do segundo trimestre de 2026 totalizou R$ 3,4 trilhões.
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A alta de 0,5% na comparação com o primeiro trimestre foi sustentada principalmente pela demanda interna, com destaque para investimento e gasto público, segundo o IBGE. "A Formação Bruta de Capital Fixo e as despesas do governo puxaram a alta do PIB no segundo trimestre de 2026", afirmou Ricardo Moraes, coordenador de Contas Nacionais do IBGE, em entrevista coletiva para comentar os resultados.
O consumo das famílias, porém, recuou 0,4% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o consumo das famílias avançou 0,5%.
O consumo do governo, por sua vez, subiu 0,4% no segundo trimestre de 2026 ante o primeiro trimestre e avançou 3,1% frente ao segundo trimestre de 2025.
Pela ótica da produção, o avanço do período foi liderado por alguns segmentos específicos, em um quadro de crescimento mais moderado no conjunto da indústria e dos serviços. "A indústria extrativa mineral, agropecuária e informação e comunicação puxaram a produção no segundo trimestre de 2026", disse Moraes.
No caso da indústria, a principal contribuição veio das atividades extrativas, enquanto outros ramos industriais tiveram desempenho mais fraco. "A extração de petróleo e gás impulsionou a indústria extrativa mineral", afirmou o coordenador.
Na agropecuária, o resultado refletiu o desempenho de culturas com colheitas relevantes no período e ganho de produtividade. "O crescimento da agropecuária foi puxado por soja e café", disse Moraes.
O IBGE ressaltou, contudo, que nem todas as culturas tiveram comportamento favorável. "Algumas culturas tiveram queda, como o arroz e o algodão", afirmou o coordenador de Contas Nacionais. "Mas a queda foi mais recompensada pelo crescimento da soja, café, pecuária e outras lavouras."
(Por Paula Martini e Juliana Garçon)
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