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Oportunidades para os profissionais 50+ exigem domínio do digital

Felipe Cavalheiro/VIVA

Fátima Pissarra, Marcelo Lobianco, Carmela Borst e Mórris Litvak,a no painel 'Novas profissões e tendências' - Felipe Cavalheiro/VIVA
Fátima Pissarra, Marcelo Lobianco, Carmela Borst e Mórris Litvak,a no painel 'Novas profissões e tendências'
Por Claudio Marques

14/08/2026 | 14h38

São Paulo - São Paulo - As oportunidades para profissionais 50+ existem, mas é preciso vencer resistências ao mundo digital para poder aproveitá-las e empreender ou crescer na carreira. Essa é conclusão que emerge da apresentação do painel "Novas Profissões e  Tendências - um guia prático para todas as idades", apresentado hoje no segundo dia do MaturiFest

Mediado por Mórris Litvak, fundador e CEO da Maturi, o encontro reuniu Carmela Borst, cofundadora e CEO da SoulCode Academy e do movimento MarTech AI for All, Marcelo Lobianco, influencer e CEO da Fast Company Brasil, e Fátima Pissarra, fundadora e CEO da Mynd, agência especializada em marketing de influência e entretenimento.

Os participantes citaram uma informação do Banco Mundial, de que apenas 3% dos brasileiros podem ser considerados com alta competência digital, embora 94% da população tenha celular e e acesso à internet. O gargalo, portanto, não é acesso, é capacitação e direção. A questão é saber como usar de forma eficiente as ferramentas à disposição.

“O Brasil é um país digitalmente vulnerável”, disse Brost. Ela lembra que existem profissões que não se digitalizaram, mesmo em plena era da inteligência artificial, como a de contador.

São exímios na questão das contas, de entender de contabilidade, mas hoje para usar muito bem um RP, precisa estar usando de fato o sistema para exercer bem a profissão." 

De acordo com ela, os segmentos que mais empregam são os de dados, "tudo o que for com análise de dados, a capacidade de entender os dados e fazer com que ele vire um negócio",  IA e cloud. E a preparação e estudo dos 50+ são fator de vantagem competitiva. “O programador ainda existe, mas ele usa a IA para acelerar o processo", afirma.

 Alavanca mais rápido quem já tem faculdade, tem mais conhecimento em relação àquele que está entrando na profissão, Para transformar algo em digital é preciso ter conhecimento do negócio e isso é um diferencial para contratação”, afirma Brost.

Lobianco, por sua vez, aponta três segmentos em que há mais oportunidades: educação, finanças e saúde. “Como tendência, tenho visto muitos profissionais começarem a trabalhar pelo valor do tempo. Profissionais do segmento financeiro, marketing, administrativo, vendendo parte do tempo dele para diferentes empresas. Acho que isso é um pouco de uma nova cultura trazida pela pandemia”, afirma. 

Pissarra, fundadora e CEO da Mynd, aponta a atividade de influencer como oportunidade:

É preciso entender que o influencer tem que ser uma extensão de sua profissão. Se procurar, vai ver que há qualquer tipo de profissão na rede, médico, engenheiro, pedreiro. Estão fazendo conteúdo para serem vistos”, diz.

Na sua visão, a atividade é uma oportunidade para todos. Segundo ela, não é mais preciso o influenciador ter um monte de seguidores. “Você precisa estar falando daquele assunto (de sua ecolha) e, obviamente, ensinar algo sobre o assunto que está falando. Virou a nova vitrine “, diz.

Para monetizar, a pessoa pode se cadastrar em uma grande rede de varejo digital e indicar produtos que são comercializados por elas. A cada venda, o influenciador pode ganhar de 10% a 15% de comissão. Um chef de cozinha, por exemplo, pode indicar uma faca para cortar a carne e onde ela está à venda.

“O digital é um formato de emprego, porque se você é dona de casa, pode limpar a casa e vender vassoura que você usa, vender rodo, então qualquer coisa que você fizer, você pode fazer no digital, vender e atingir gente e ganhar dinheiro. Então eu acho que isso é uma oportunidade para todo mundo.”

Ela aponta que as chances estão em todos os setores, inclusive o educacional, desde que pessoa entenda, tenha conhecimento do que vai apresentar.

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