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Dívida de brasileiros 65+ é 11 vezes maior que a de jovens até 24 anos

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Pessoas 65+ podem se endividar para ajudar filhos ou netos, segundo a Acordo Certo - Adobe Stock
Pessoas 65+ podem se endividar para ajudar filhos ou netos, segundo a Acordo Certo
Por Fabiana Holtz

31/08/2026 | 17h57

São Paulo - O valor médio das dívidas bancárias dos brasileiros com mais de 65 anos supera em mais de 11 vezes o valor devido por jovens de 18 a 24 anos, revela levantamento nacional recente da Acordo Certo, plataforma de renegociação de dívidas online do grupo Consumidor Positivo. 

A pesquisa, que  tem como fonte de dados a base proprietária Acordo Certo, reúne dados de janeiro a agosto de 2026, aponta o público 65+ como o maior endividamento médio por pessoa entre todas as faixas etárias analisadas. 

No Estado de São Paulo, o quadro de endividamento é ainda mais preocupante e atinge todas as faixas etárias, com destaque para o grupo mais jovem entre 18 e 24 anos, que supera em 15,7% à média nacional.

Maior acesso

O acesso a linhas de crédito de maior valor como, por exemplo, financiamento imobiliário, consignado, cartões com limites elevados, se constrói ao longo de décadas de relacionamento com o sistema financeiro e de patrimônio acumulado. Não é uma questão de falta de controle financeiro.  pondera Eduardo Cavalheiro, Gerente de Comunicação da Consumidor Positivo. Em muitos casos, diz ele, é alguém com décadas de relacionamento com bancos, patrimônio acumulado e acesso a produtos de crédito de valores mais altos.

Quando surge uma dificuldade para pagar, o impacto tende a ser proporcionalmente maior, afirma.

Esse quadro também é agravado, entre os brasileiros mais velhos, pelo hábito de assumir dívidas para apoiar filhos e netos, seja financiando um tratamento de saúde, ajudando em uma entrada de imóvel, ou amparando a família em momentos de aperto financeiro.

O tema ganha relevância crescente diante do envelhecimento acelerado da população brasileira, o IBGE projeta que a proporção de brasileiros com 65 anos ou mais siga crescendo nas próximas décadas, o que torna o comportamento de endividamento bancário dessa faixa etária uma questão de interesse público permanente, e não um dado pontual.

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