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Policiais em serviço mataram 142 pessoas em SP no 1º trimestre de 2026

Rovena Rosa/Agência Brasil

Policiais militares e civis em serviço mataram 142 pessoas no primeiro trimestre de 2026 em SP - Rovena Rosa/Agência Brasil
Policiais militares e civis em serviço mataram 142 pessoas no primeiro trimestre de 2026 em SP
Por Alexandre Barreto

05/05/2026 | 10h30 ● Atualizado | 10h30

São Paulo - Policiais militares e civis em serviço mataram 142 pessoas no primeiro trimestre de 2026 em São Paulo, cinco a mais que no mesmo período de 2025, segundo levantamento da Agência Brasil com base em relatório divulgado pelo Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP).

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Os números são do Grupo de Atuação Especial da Segurança Pública e Controle Externo da Atividade Policial (Gaesp), com base em registros de mortes decorrentes de intervenção policial enviados pelas corporações à promotoria. As informações seguem normas da Secretaria de Segurança Pública (SSP).

Considerando agentes fora de serviço, as mortes passaram de 29 para 33 no mesmo intervalo.

Entre janeiro e março, a Polícia Militar manteve 134 mortes em serviço, repetindo o resultado de 2025. Já fora de serviço, policiais militares mataram 29 pessoas, três a mais na comparação anual.

Segundo a Agência Brasil, a redução da violência deve ocorrer com preservação de vidas. O levantamento aponta falta de políticas de saúde mental, sobrecarga de trabalho e falhas no controle do uso da força como fatores que influenciam o cenário.

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Dados históricos indicam queda nas mortes por policiais em serviço entre 2019 e 2022, passando de 720 para 262 casos. A partir de 2023, houve retomada de alta, com 357 mortes naquele ano, 653 em 2024 e 703 em 2025.

A pesquisa também aponta aumento da violência policial e dificuldades estruturais na segurança pública. Há críticas sobre preparo, formação e atuação das forças em áreas periféricas.

A SSP informou que todas as ocorrências são investigadas com acompanhamento institucional. O órgão destaca medidas como revisão de protocolos, capacitação, uso de equipamentos de menor potencial ofensivo e ampliação de câmeras corporais, com meta de 15 mil unidades ativas no Estado.

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