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Primeiro-ministro da Groenlândia diz que EUA ainda querem controlar território

Groenlândia

Chefe do governo groenlandês disse que a posição americana "permanece inalterada" e que o objetivo segue o mesmo desde 2019 - Groenlândia
Chefe do governo groenlandês disse que a posição americana "permanece inalterada" e que o objetivo segue o mesmo desde 2019
Por Broadcast

02/02/2026 | 12h33

São Paulo, 02/02/2026 - O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, afirmou que os Estados Unidos continuam defendendo que o território seja ligado a Washington e governado a partir de lá, apesar de recuos recentes no discurso sobre o uso da força.

Em declaração oficial sobre a situação do país, dada ao Parlamento, o chefe do governo groenlandês disse que a posição americana "permanece inalterada" e que o objetivo segue sendo o mesmo desde 2019. "De forma resumida, a mensagem e o objetivo são: a Groenlândia será possuída pelos Estados Unidos e passará a ser governada por eles", afirmou.

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Segundo o premiê, embora tenha havido um afastamento explícito da hipótese de uma tomada militar, "a visão sobre a Groenlândia e sobre seu povo não mudou". Ele afirmou que Washington continua buscando caminhos políticos e econômicos para exercer controle sobre o território, tratado como ativo estratégico.

O primeiro-ministro classificou essa postura como "inaceitável" e disse que o governo tem intensificado esforços diplomáticos para proteger a soberania da Groenlândia. "A Groenlândia que conhecemos não pode ser comprada, vendida ou negociada", afirmou, acrescentando que o futuro do território "só pode ser decidido por seu próprio povo".

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O líder groenlandês disse ainda que declarações reiteradas de autoridades e assessores próximos ao presidente dos EUA, Donald Trump, têm alimentado insegurança na população.

Isso gerou grande preocupação entre crianças, adultos e idosos, que passaram a viver sem saber o que pode acontecer no dia seguinte", afirmou.

Segundo ele, o governo seguirá atuando em coordenação com a Dinamarca, a União Europeia (UE) e aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para assegurar que "as fronteiras, a autodeterminação e o direito internacional sejam plenamente respeitados".

(Por Pedro Lima)

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