Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

Redução de jornada é 'tendência mundial e já vem acontecendo', diz Alckmin

Paulo Pinto/Agencia Brasil

Alckmin defendeu mais debate sobre fim da escala 6X1 - Paulo Pinto/Agencia Brasil
Alckmin defendeu mais debate sobre fim da escala 6X1
Por Broadcast

24/02/2026 | 08h19

São Paulo, 24/02/2026 - O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta segunda-feira, 23, que a redução da jornada de trabalho é uma tendência mundial.

Antes, Alckmin ouviu do empresário Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que o debate sobre o fim da escala 6X1 não deveria acontecer em ano eleitoral.

Leia também: Custo do fim da escala 6x1 ao comércio será de R$ 122 bi anuais, segundo CNC

Durante reunião com empresários na sede da Fiesp, Alckmin citou a mecanização da agricultura e a automação da indústria, além da adoção da inteligência artificial em todos os setores, incluindo serviços, ao falar da evolução tecnológica que trouxe ganhos de produtividade ao trabalho.

Então, há uma tendência mundial de você ter uma redução [do trabalho]. Aliás, isso já vem acontecendo. Então, esse é um debate que não deve se fazer correria, deve aprofundar o debate.”

Antes do vice-presidente, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, defendeu que o debate sobre a redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6X1, não acontecesse em ano eleitoral. Segundo o empresário, 6X1 e ano eleitoral "não combinam".

A gente precisa que essa discussão vá para 2027. Nós estamos abertos sempre a debater tudo. Só que, ano eleitoral, as emoções, os sentimentos, as motivações, muitas vezes se confundem com os interesses do país.”

Protocolos

Ainda na Fiesp, Alckmin assinou juntamente com Skaf dois protocolos de intenções visando fortalecimento da defesa comercial e a redução de burocracias no setor produtivo.

O objetivo é que a resposta a práticas ilegais de comércio seja mais ágil, além de simplificar normas regulatórias e fortalecer a competitividade industrial.

O protocolo voltado ao fortalecimento da defesa comercial prevê, entre outras iniciativas, o compartilhamento tanto de experiências quanto de ferramentas técnicas e o uso de bases de dados para agilizar procedimentos e fortalecer a atuação contra práticas desleais e ilegais.

O documento também prevê o desenvolvimento de uma calculadora de margem de dumping para dar maior celeridade aos cálculos feitos em investigações de defesa comercial.

Já o protocolo sobre ações de desburocratização aborda a revisão de regulamentações consideradas excessivas ou sobrepostas no meio industrial, a digitalização de serviços públicos e a burocracia na indústria brasileira.

O documento propõe a revisão de regulamentações consideradas excessivas ou sobrepostas por diferentes órgãos ou esferas do governo federal, além da consolidação de normas para oferecer maior segurança jurídica para as empresas.

A proposta ainda inclui ampliar a digitalização de serviços públicos, integrando sistemas, mas mantendo a segurança jurídica e a validade dos atos.

(Por Eduardo Laguna)

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Gostou? Compartilhe

Últimas Notícias