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Repressão a protestos no Irã eleva número de mortos a 500, dizem ativistas

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O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou apoio aos protestos nas redes sociais - Adobe Stock
O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou apoio aos protestos nas redes sociais
Por Broadcast

11/01/2026 | 15h43

Dubai, 11/01/2026 - A repressão a protestos em todo o Irã matou pelo menos 538 pessoas, e teme-se que o número real seja ainda maior, disseram ativistas neste domingo, enquanto Teerã advertiu que as Forças Armadas dos EUA e Israel seriam "alvos legítimos" se Washington usar força para proteger manifestantes.
Mais de 10.600 pessoas foram detidas ao longo de duas semanas de protestos, segundo a Human Rights Activists News Agency, com sede nos Estados Unidos, considerada precisa em episódios anteriores de agitação no país. A entidade se baseia em apoiadores no Irã para checar informações. Do total de mortos, 490 seriam manifestantes e 48 integrantes das forças de segurança.
Com a internet fora do ar e linhas telefônicas cortadas, avaliar as manifestações a partir do exterior tornou-se mais difícil. A Associated Press não conseguiu verificar de forma independente o número de vítimas, e o governo iraniano não divulgou dados gerais sobre mortos e feridos.
No exterior, há temor de que este apagão esteja encorajando setores linha-dura dos serviços de segurança a intensificar a repressão. Manifestantes voltaram a ocupar as ruas da capital e da segunda maior cidade do país na manhã deste domingo.
O presidente dos EUA, Donald Trump, manifestou apoio aos protestos nas redes sociais. Segundo duas fontes a par de discussões internas, Trump e sua equipe de segurança nacional avaliam possíveis respostas contra o Irã, incluindo ataques cibernéticos e ações diretas por forças americanas ou israelenses. A Casa Branca afirmou não ter tomado decisões ainda.

Israel acompanha de perto

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou neste domingo que o país "acompanha de perto o que está acontecendo no Irã", ao comentar a onda de protestos que se espalhou pelo território iraniano. As declarações foram feitas no início da reunião semanal do gabinete e publicadas pela equipe do israelense.
O premiê afirmou que a expectativa do governo israelense é de uma mudança no regime iraniano. "Todos nós esperamos que a nação persa se liberte em breve do jugo da tirania", declarou. Para Netanyahu, esse cenário abriria caminho para uma reaproximação histórica entre os dois países.
"Quando esse dia chegar, Israel e Irã voltarão a ser parceiros leais na construção de um futuro de prosperidade e paz para os dois povos", disse Netanyahu. Ele ressaltou que a posição israelense se baseia na solidariedade à população iraniana, e não em interlocução com as atuais autoridades de Teerã.
Israel "apoia a luta deles pela liberdade" e "condena com veemência os atos de violência assassina contra civis inocentes", acrescentou o primeiro-ministro.
Netanyahu, porém, limitou-se a reiterar que Israel segue atento aos desdobramentos e ao "heroísmo" demonstrado, segundo ele, pelos manifestantes iranianos, sem comentar declarações de autoridades locais.
(Por Pedro Lima, com Associated Press)

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