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Entenda o que são neoplasias: origens, complicações e sinais de alerta

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Neoplasia é um crescimento celular desordenado, que foge parcial ou totalmente ao controle do organismo - Adobe Stock
Neoplasia é um crescimento celular desordenado, que foge parcial ou totalmente ao controle do organismo
Por Emanuele Almeida

26/02/2026 | 11h38 ● Atualizado | 11h45

São Paulo, 26/02/2026 - O termo neoplasia frequentemente causa receio, sendo quase sempre associado de forma automática ao câncer. No entanto, é fundamental enteder que todo câncer é uma neoplasia, mas nem toda neoplasia é um câncer.

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O que é uma neoplasia?

De acordo com a médica hematologista e consultora médica da Binding Site Brasil, Maricy Viol uma neoplasia é uma "proliferação clonal", o que significa que o corpo passa a produzir células com características diferentes das células de um tecido normal, tornando-se assim, um crescimento celular desordenado, que foge, parcial ou totalmente, ao controle do organismo.

Geralmente, as neoplasias se apresentam na forma de massas, conglomerados ou pelo aumento de linfonodos (gânglios linfáticos). Elas são divididas em duas classificações principais:

  • Neoplasia benigna: tem crescimento organizado, geralmente lento e expansivo, com limites bem nítidos. Não invade tecidos vizinhos, embora possa comprimir órgãos próximos;
  • Neoplasia maligna: é o que se chama de câncer. Apresenta maior grau de autonomia, crescimento rápido e desordenado.

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Como surge a neoplasia?

As neoplasias ocorrem como consequência de mutações adquiridas pelas células, que perdem seu mecanismo de morte programada e passam a se multiplicar sem o controle adequado. Essas alterações genéticas ocorrem no DNA e podem ser desencadeadas por uma combinação de fatores.

  1. Fatores externos: representam de 80% a 90% das causas de câncer.  A hematologista destaca o tabagismo, substâncias químicas (como agrotóxicos e benzeno), exposição excessiva à radiação (como a solar) e vírus com potencial oncogênico, como o HPV e o EBV. Outros fatores incluem obesidade, inatividade física e alimentação inadequada;
  2. Fatores internos: representam de 10% a 20% das causas e estão ligados a predisposição genética (hereditariedade), envelhecimento celular, quadros de inflamação crônica e falhas imunológicas ou erros na replicação do DNA.

Quando a neoplasia é considerada grave?

A principal complicação de uma neoplasia ocorre quando ela é maligna. Diferente dos tumores benignos, as células cancerosas adquirem a capacidade de invadir outras camadas celulares do órgão de origem e alcançar a corrente sanguínea ou o sistema linfático.

Esse processo de disseminação gera novos focos da doença em outras partes do corpo, complicação letal conhecida como metástase.

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Alguns fatores que podem estar associados a maior gravidade são: velocidade de crescimento, localização da doença, alterações genéticas relacionadas a alto risco e ausência de resposta ao tratamento."

Maricy Viol, consultora médica da Binding Site Brasil

Sinais de alerta e diagnóstico

Um dos fatores mais importantes é o diagnóstico precoce para garantir melhores desfechos e maiores potenciais de cura. O quadro clínico é muito heterogêneo, mas Viol alerta para sinais que não devem ser ignorados:

  • Sintomas constitucionais: perda de peso sem causa definida, febre persistente e sudorese noturna intensa;
  • Dores e imunidade: dor óssea contínua e infecções frequentes;
  • Alterações físicas: caroços indolores persistentes ou que aumentam progressivamente, massas palpáveis e o aumento de linfonodos, especialmente no pescoço, axilas e virilhas;
  • Sinais gastrointestinais: alterações abruptas no hábito intestinal.

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