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Richarlison pede que PF investigue Flávio Bolsonaro por posse de ilha em Angra

Jogador diz ter investido R$ 10 milhões na ilha sem receber pagamento; Justiça manteve decisão favorável a empresa ligada a amigo de Flávio

Estadão Conteúdo

Por Estadão Conteúdo

17/10/2026 | 17h05

Instagram @richarlison e Valter Campanato/Agência Brasil

Richarlison cobra investigação da PF, enquanto Flávio Bolsonaro é citado em disputa judicial sobre a propriedade - Instagram @richarlison e Valter Campanato/Agência Brasil
Richarlison cobra investigação da PF, enquanto Flávio Bolsonaro é citado em disputa judicial sobre a propriedade
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Richarlison acusou o senador Flávio Bolsonaro de obter a posse de uma ilha em Angra dos Reis sem pagamento, pedindo investigação da Polícia Federal sobre o caso. O jogador afirmou que a aquisição ocorreu durante a pandemia, em uma parceria com outros envolvidos, e que ele não aceitou vender o imóvel.

A disputa pela posse da ilha começou em 2020, quando uma empresa ligada a Richarlison adquiriu direitos de ocupação, mas a posse foi transferida para uma empresa associada ao advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro. Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça decidiu a favor da empresa de Tomaz, encerrando as ações após desistência dos autores.

Richarlison também solicitou que seus seguidores cobrem explicações do senador, que tinha um evento programado no Espírito Santo. O jogador planeja destinar parte do dinheiro recuperado para um hospital em sua cidade natal, Nova Venécia.

Resumo gerado por IA

São Paulo - O atacante Richarlison acusou o senador Flávio Bolsonaro (PL) de conseguir a posse de uma ilha em Angra dos Reis, no litoral do Rio de Janeiro, sem pagar pelo imóvel. Em vídeo publicado nas redes sociais neste sábado, o jogador pediu que a Polícia Federal (PF) investigue o caso.

Segundo o jogador do Tottenham, a aquisição ocorreu entre 2020 e 2021, durante a pandemia de Covid-19, em uma parceria com Alencar da Silveira Júnior, então presidente do América-MG, e Renato Velasco.

O jogador afirmou que recebeu propostas para vender a ilha, inclusive de Flávio Bolsonaro, mas que não aceitou negociar.

"Eu não quis vender a ilha para ele. Como não quis, os caras pegaram na mão grande lá na Justiça. A gente estava resolvendo a papelada (documentação da posse da ilha), e eles falaram que demorava meses ou até anos para resolver. Flávio Bolsonaro e o tal do Willer Tomaz foram lá e, em 24 horas, pegaram a posse da ilha. Aí a Justiça falhou. Os caras tomaram a ilha sem gastar um tostão, até onde eu sei. Gastei em torno de R$ 10 milhões lá e não recebi nada."

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Richarlison também pediu que seus seguidores cobrem explicações do senador, que tinha um evento previsto no Espírito Santo neste domingo.

Disputa pela posse da ilha

A disputa começou em 2020, quando uma empresa ligada a Richarlison adquiriu direitos de ocupação do imóvel. Posteriormente, a posse passou para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, apontado como amigo de Flávio Bolsonaro.

Em junho de 2025, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve o entendimento favorável à empresa de Tomaz. As ações foram encerradas depois que os autores desistiram do processo.

No vídeo, Richarlison afirmou que pretende destinar parte do dinheiro recuperado ao hospital de Nova Venécia, no Espírito Santo, sua cidade natal.

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