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Rússia diz que Groenlândia faz parte da Dinamarca e critica militarização

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Groenlândia (foto) tem sido alvo da cobiça do presidente norte-americano, que mandou analisarem opções de aquisição - Envato
Groenlândia (foto) tem sido alvo da cobiça do presidente norte-americano, que mandou analisarem opções de aquisição
Por Broadcast

16/01/2026 | 12h58

São Paulo, 16/01/2026 - O governo russo afirmou nesta sexta-feira, 16, que reconhece o status legal da Groenlândia como parte da Dinamarca, descrevendo também a situação recente da ilha como "muito controversa" em meio à chegada de tropas militares da Otan na região.

"Nós partimos do entendimento de que a Groenlândia é um território do Reino da Dinamarca", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, a jornalistas durante uma coletiva de imprensa, acrescentando que Moscou está monitorando a situação em torno da ilha.

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Ele observou que foram feitas declarações tanto pela Dinamarca quanto pela Groenlândia negando qualquer intenção de vender o território a quem quer que seja, ao mesmo tempo em que reconheceu que também ouviram declarações de Washington sobre os EUA estarem formulando uma "oferta monetária para adquirir a Groenlândia".

Peskov também descreveu a situação em torno da Groenlândia como "incomum" ou até "extraordinária, do ponto de vista do direito internacional".

Tanto a Dinamarca como a Groenlândia rejeitaram propostas para vender o território, reafirmando a soberania dinamarquesa sobre a ilha. Ontem, tropas de vários países europeus — entre eles França, Alemanha, Reino Unido, Noruega e Suécia — chegaram à Groenlândia, em uma demonstração de apoio à Dinamarca, país-membro da Otan. A Rússia protestou contra esse envio de tropas, classificando a presença como parte de uma "militarização acelerada" do Ártico.

Peskov também abordou outros temas, incluindo as discussões sobre um acordo para a Ucrânia, argumentando que isso é "impossível" sem um diálogo sobre a segurança na Europa.

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"De uma forma ou de outra, as garantias de segurança tocarão nessa questão. E isso, claro, exige diálogo", disse Peskov, descrevendo declarações recentes de líderes europeus como positivas. Ele citou França, Alemanha e Itália nesse contexto, afirmando que suas posições são consistentes com a visão da Rússia e representam uma "evolução positiva".

Em relação ao Oriente Médio, Peskov disse que a situação em torno do Irã e da região em geral é "extremamente tensa" e que o presidente russo, Vladimir Putin, continua seus esforços para facilitar uma desescalada. Mais cedo, Putin conversou tanto com o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, como com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

(Por Darlan de Azevedo)

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