Sindicatos pedem fim da escala 6x1 e bolsonaristas fazem ato esvaziado
Roberto Sungi/Ato Press/Estadão Conteúdo
São Paulo - O Dia do Trabalhador em São Paulo, nesta sexta-feira (1º), teve mobilizações com público reduzido e agendas separadas entre direita e esquerda. Na Avenida Paulista, o ato foi puxado pelo grupo conservador “Patriotas do QG”, enquanto entidades sindicais distribuíram manifestações por diferentes pontos da cidade.
Mesmo com pouco mais de 4 mil seguidores no Instagram, o Patriotas do QG conseguiu reservar com antecedência o principal cartão-postal da capital. A convocação defendia pautas como “Flávio presidente”, “Bolsonaro livre” e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas não atraiu grande público.
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Marcado para as 11h, o encontro reuniu cerca de 50 pessoas ao longo da tarde e não contou com a presença de nomes de peso da direita. Nas redes sociais, o grupo divulgou vídeos feitos com inteligência artificial — sem aviso de que eram montagens — incluindo um em que a ex-deputada Carla Zambelli, atualmente presa na Itália, aparece convocando apoiadores.
Durante o ato, houve um momento de tensão. A assistente de sala Érika Borges afirmou ter sido intimidada ao se posicionar contra a anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. Segundo ela, manifestantes a cercaram após gritar “sem anistia”, e um policial teria sugerido que ela deixasse o local por ser de esquerda.
Com a Paulista ocupada, os atos ligados à esquerda ficaram espalhados e também tiveram menor adesão. A principal concentração ocorreu na Praça Roosevelt, no centro, reunindo centrais sindicais e movimentos sociais como CTB, Intersindical e o Vida Além do Trabalho (VAT).
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Entre as principais reivindicações estavam o fim da escala 6x1, o combate ao feminicídio, a regulamentação do trabalho por aplicativos e a valorização do salário mínimo. Representantes sindicais criticaram o governo estadual por não garantir a Avenida Paulista para as entidades.
A deputada Erika Hilton (PSOL), autora de proposta contra a escala 6x1, participou do ato e fez críticas ao Congresso, defendendo o fim da jornada que classificou como “desumana”. Também discursaram o deputado estadual Eduardo Suplicy (PT) e a deputada Sâmia Bonfim (PSOL-SP).
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