TST manda encerrar greve e funcionários da Caixa devem retornar nesta quarta
O ministro Maurício Godinho, relator do caso, decidiu que a paralisação não é abusiva e definiu reajuste salarial de 4,6%, válido a partir de 1° de setembro
Por Broadcast
29/09/2026 | 18h31 ● Atualizado | 19h59Adobe Stock
O Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu suspender a greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal, que começou em 10 de setembro, obrigando os colaboradores a retornarem ao trabalho até 30 de setembro.
A paralisação ocorreu devido a impasses nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho, especialmente em relação ao custeio do plano de saúde, levando a Caixa a recorrer ao TST para resolver a situação.
O TST determinou um reajuste salarial de 4,6% e que não haverá desconto nos salários pelos dias parados, mas os trabalhadores deverão compensar esse período em até 180 dias.
São Paulo - O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou a suspensão da greve dos funcionários da Caixa Econômica Federal, em julgamento de dissídio coletivo nesta terça-feira, 29. Os colaboradores terão que retornar ao trabalho no máximo até amanhã, 30.
O grupo havia iniciado a paralisação em 10 de setembro, após um impasse relativo à renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Os trabalhadores rejeitaram sucessivas propostas apresentadas pelo banco, diante de divergência quanto ao modelo de custeio do plano de saúde dos empregados.
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Com as negociações travadas, a Caixa recorreu ao TST com um dissídio coletivo, um tipo de ação em que a empresa aciona a Justiça em busca de uma solução. A instituição financeira pedia que o Tribunal declaresse a greve abusiva e autorizasse o desconto salarial pelos dias de mobilização.
Na sessão de hoje, o ministro Maurício Godinho, relator do caso, decidiu que a paralisação não é abusiva, mas deve acabar imediatamente. Os demais membros do tribunal aprovaram o voto de Godinho por unanimidade.
Na decisão, o magistrado definiu reajuste salarial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) com acréscimo real de 0,6% a salários e benefícios. Com isso, o ganho será de 4,6%, válido a partir de 1° de setembro. A vigência do acordo se estenderá até 2028.
Plano de saúde
O porcentual de reajuste também foi aplicado ao convênio de saúde, que havia suscitado o impasse. "Tanto a empresa quanto os trabalhadores, através de suas confederações, têm que dialogar sobre esse assunto, que é candente num País em que as idades estão subindo e as pessoas estão vivendo mais", disse o ministro, durante o julgamento. "Isso tem que ser enfrentado com maturidade pelas partes", acrescentou.
O TST decidiu que não haverá desconto nos salários em virtude dos dias em que houve a paralisação. No entanto, os trabalhadores terão que compensar esse período no prazo de até 180 dias - ou seja, vão trabalhar para repor os dias parados.
A Caixa Econômica Federal informou, na noite desta terça-feira, que o funcionamento das agências bancárias será integralmente restabelecido a partir de amanhã, após a decisão da Corte do Trabalho.
(Por André Marinho)
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