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Fim da greve dos Correios: trabalhadores retomam atividades nesta sexta

O Tribunal Superior do Trabalho considerou a greve não abusiva e determinou a compensação dos dias parados por meio de mutirões

Bárbara Ferreira

Por Bárbara Ferreira

25/09/2026 | 12h23

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TST autorizou a compensação dos 15 dias parados por meio de mutirões em finais de semana - Adobe Stock
TST autorizou a compensação dos 15 dias parados por meio de mutirões em finais de semana
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Após 15 dias de paralisação, a greve dos Correios foi encerrada com a decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST) que estabeleceu um reajuste salarial de 4,09% e considerou a greve não abusiva, permitindo a compensação dos dias parados.

A Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) havia solicitado que a greve fosse considerada abusiva, mas o TST rejeitou o pedido e decidiu que a paralisação foi legítima, mantendo 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho.

Os trabalhadores devem retornar às atividades a partir de sexta-feira, com a compensação dos dias parados a ser realizada por meio de mutirões em finais de semana, enquanto o atual plano de saúde permanece em vigor até a implementação de um novo subsídio empresarial.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Depois de 15 dias de paralisação, a greve dos Correios chegou ao fim. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) definiu reajuste salarial de 4,09%, além de considerar a greve não abusiva e determinar a compensação dos dias parados.

Com a decisão dos TST, os trabalhadores devem retornar às suas atividades a partir desta sexta-feira, 25. Eles estavam em paralisação desde 10 de setembro.

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O processo foi ajuizado pela Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), que pediu que a greve fosse considerada abusiva. A empresa alegou que as negociações para o Acordo Coletivo de Trabalho ainda estavam em andamento quando os trabalhadores decidiram iniciar a paralisação. 

Os Correios pediram à Justiça que fosse aplicada multa de R$ 100 mil às entidades representativas dos trabalhadores - mas o TST não concordou e concluiu, por maioria, que a paralisação não foi abusiva.

Quanto ao plano de saúde, principal reinvidicação dos trabalhadores, o TST decidiu que a ECT não será mais a empresa mantenedora. Os Correios oferecerão um subsídio empresarial ao disponibilizar aos empregados o Benefício de Assistência à Saúde, de adesão facultativa. Até lá, fica valendo o atual Plano Correios Saúde II.

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O julgamento do dissídio coletivo dos trabalhadores dos Correios ocorreu na quinta-feira, 24. A decisão ainda estabeleceu reajuste salarial de 4,09% e a manutenção de 73 cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, segundo o Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP).

Compensação dos dias parados

O TST autorizou a compensação dos 15 dias parados por meio de mutirões de trabalho em finais de semana. Até o momento, não há termos definidos para a reposição das horas, já que os critérios da compensação ainda aguardam a publicação do acórdão.

Em São Paulo, o Sintect-SP orientou os funcionários a retornarem às atividades a partir das 22h de quinta-feira.

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