'Dark Horse' não tem previsão de estreia, segundo distribuidora do filme
Diretor da Europa Filmes afirma que 'Dark Horse' não será lançada n período eleitoral, nega que tenha havido adiamento e critica ator Jim Caviezel
Por Broadcast
23/09/2026 | 19h25 ● Atualizado | 19h51Divulgação
O lançamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro, intitulada 'Dark Horse', não tem previsão e não ocorrerá durante o período eleitoral, conforme informado pelo diretor da Europa Filmes, Wilson Feitosa.
Candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro é alvo de apurações por lavagem de dinheiro e corrupção, após um áudio revelar que ele pediu recursos para a produção ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
Feitosa afirma que o filme está finalizado, mas seu lançamento dependerá de uma estrutura que só deve ser organizada até 2027, e reitera que não haverá adiamento, pois o projeto não será lançado durante as eleições.
São Paulo - O lançamento da cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), “Dark Horse”, segue sem previsão de data e não deve ocorrer no período eleitoral, segundo o diretor-geral da Europa Filmes, Wilson Feitosa, informou ao Broadcast Político. Em abril deste ano, o ator Jim Caviezel, que interpreta Bolsonaro no filme, havia publicado no Instagram que o lançamento da obra ocorreria em 11 de setembro.
Em maio, o site "The Intercept Brasil" revelou um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pede dinheiro ao dono do extinto Banco Master, Daniel Vorcaro, para financiar o filme. O esquema está sob apuração na Polícia Federal. Candidato do PL à Presidência da República, Flávio é investigado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção no “caso Dark Horse”.
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À reportagem, Feitosa nega adiamento da data e afirma que em nenhum momento o filme foi anunciado para setembro. “Certamente, ele falou sem consultar o distribuidor”, declarou o diretor da Europa Filmes, em referência a Caviezel. “Eu nunca anunciei para setembro, muito menos para o período eleitoral”, acrescentou.
'Lula, o filho do Brasil'
Feitosa lembra ainda que o lançamento de “Lula, o filho do Brasil” ocorreu em ano eleitoral e disse que não pretende fazer o mesmo. “Essa besteira eu já fiz quando lancei ‘Lula, o filho do Brasil’”, afirmou à reportagem.
O diretor-geral também disse que precisa ter em mãos todos os documentos oficiais para “Dark Horse” ser lançado. “O filme não seria lançado nos circuitos de cinema durante período eleitoral. Sendo assim, também, nunca teve adiamento”, afirmou.
Segundo uma fonte ligada à confecção da cinebiografia, o filme está finalizado, mas será necessária uma estrutura de lançamento que vai acontecer só em 2027. Quem organiza isso, conforme esse relato, é a distribuidora americana, que ainda não existe. Somente no Brasil é que há uma distribuidora, e ela ainda está organizando o processo legal brasileiro.
Há ainda uma queixa sobre o “estado de exceção” vivido hoje no Brasil, tese que tem sido sustentada por Flávio para se referir às investigações levadas adiante pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e pela Polícia Federal.
Prestação de contas
Um dos principais questionamentos feitos a Flávio em relação ao filme diz respeito à prestação de contas dos valores recebidos por Vorcaro. O candidato do PL à presidência, no entanto, tem dito que se trata de recursos privados para um projeto privado e se nega a prestar contas pessoalmente. Ele também rechaça a existência de irregularidades.
O filme retrata a trajetória política de Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018, circunstância em que foi vítima de um atentado com faca. Na postagem do Instagram em 7 de abril deste ano, o ator principal do filme escreveu: "Se você se importa com as eleições, assista ao meu filme mais recente, que estreia em 11 de setembro de 2026".
Conforme relatos, a publicação de Caviezel ocorreu quando o filme ainda estava em pós-produção.
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