Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva
Eleições 2026
Cidadania e Direitos / Política

Flávio defende ajuste fiscal e rebate críticas sobre filme Dark Horse

Agência Brasil

Flávio Bolsonaro disse ainda que seu pai será conselheiro em eventual governo - Agência Brasil
Flávio Bolsonaro disse ainda que seu pai será conselheiro em eventual governo
Por Broadcast

31/08/2026 | 08h00

São Paulo e Brasília - O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, voltou a defender um ajuste fiscal com "tesouraço" de gastos públicos e aumento de receitas, rebateu críticas sobre o patrocínio de R$ 61 milhões para o filme "Dark Horse", feito pelo banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro será sempre seu conselheiro. As declarações foram feitas em entrevista à TV Record, que foi ao ar neste domingo, 30.

Sobre a situação fiscal, o candidato afirmou que o problema do País é culpa do atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Disse que pretende resolver a questão "equilibrando as contas, cortando gastos".

Mencionou, ainda, um "tesouraço na burocracia, tesouraço nos impostos, tesouraço em mais de mil atos normativos que a minha equipe econômica já está preparando pra fazer logo no primeiro dia de governo, para facilitar a vida de quem quer empreender".

Flávio afirmou que, caso seja eleito, também buscará novas receitas, sem aumento de imposto, além de redução das despesas, para assim reduzir a taxa de juros.

O candidato também disse que quer manter um "data center soberano para o Brasil". Para ele, hoje, o Brasil cria um ambiente hostil à atratividade desse tipo de investimento.

"Hoje o Brasil tem uma taxa de 25% para quem quiser trazer os data centers para dentro, enquanto em outros países do mundo essa taxa é zero, inclusive cria-se benefícios para atrair esses empreendimentos para os países e o Brasil está perdendo uma grande oportunidade mais uma vez", disse.

Ao ser questionado sobre problemas ambientais que data centers podem provocar, como risco de esgotamento da água, Flávio afirmou que a solução técnica para o resfriamento é a própria água. "Eu tenho certeza que se for um projeto bem feito, a própria água pode ser reutilizada, ela resfria o data center, daqui a pouco ela pode ser reutilizada para continuar resfriando o data center", disse.

Na área da saúde, Flávio voltou a defender um "padrão Einstein" de atendimento na saúde pública e afirmou novamente que convidou o médico Claudio Lottenberg para ser ministro da Saúde em um eventual governo. "Eu quero implementar no SUS o padrão Einstein de atendimento", disse.

Dark Horse

Questionado sobre o patrocínio de R$ 61 milhões para o filme "Dark Horse", Flávio voltou a afirmar que não houve irregularidade. "Absolutamente nada de errado", disse sobre o caso.

"Quanto mais o tempo passa, mais todos veem que com relação ao filme do Bolsonaro, não tem nada de errado. Com relação à sua relação com o governo Lula, com o Jacques Wagner, com o Rui Costa, com o Guido Mantega, com o Lewandowski, toda aquela galera que cerca ali o núcleo duro do Lula, incluindo o seu filho, todos ali têm muito a explicar", declarou.

Ele afirmou que, "de forma definitiva, não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar um financiamento, um patrocínio para uma empresa privada sem nada de dinheiro público, não fui buscar Lei Rouanet".

O senador também disse que "a produtora fez a prestação de contas, inclusive para a Justiça, que não viu nada de errado. A perícia foi feita e constatou que não tem nada de dinheiro público e nada de ilegal".

Na sabatina promovida pela TV Globo com Flávio, que foi ao ar nesta sexta-feira, 28, o senador também foi questionado sobre o tema. Para os jornalistas César Tralli e Renata Vasconcelos, o candidato do PL disse que o assunto é um "livro fechado".

"É um livro que está fechado, ressignificado e na prateleira para quem quiser abrir e ter acesso na hora que quiserem", declarou.

Jair Bolsonaro no governo

Durante a entrevista à Record, Flávio também se esquivou de responder se convidará Jair Bolsonaro, que está preso domiciliarmente por tentativa de golpe de Estado, para ser ministro de um eventual governo. Questionado duas vezes, o candidato se limitou a dizer que nunca conversou com o pai sobre se ele teria vontade de ser ministro.

"Como ministro, eu não sei. Nunca conversei com ele, se ele teria interesse. Como conselheiro, pelo menos. Até hoje eu ouço o presidente Bolsonaro. Cada passo que eu dou na minha vida, eu penso nele todos os segundos nessa campanha. Como eu gostaria que ele tivesse nas ruas junto comigo", disse Flávio, mencionando que dependeria da vontade de Jair Bolsonaro um eventual cenário em que seria ministro.

"Eu tenho o privilégio de ter dentro de casa um melhor quadro que o Brasil possa ter na política. Alguém que foi presidente da República, um cara competente, um patriota honesto. Ele vai ser sempre o meu conselheiro", declarou Flávio.

(Por Mariana Ribas e Gabriel de Sousa)

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Últimas Notícias