CONFIRA
APURAÇÃO DO 2º TURNO PARA PRESIDENTE
APURAÇÃO DO 2º TURNO PARA PRESIDENTE
Eleito
Lula (PT)
51,79%
64.256.232
votos válidos

Flavio Bolsonaro (PL)
48,21%
59.826.041
votos válidos
100% das urnas apuradas no Brasil
Fonte: TSE
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Eleições 2026

Flávio Bolsonaro afirma que pedirá anulação de eleição após derrota para Lula

Flávio Bolsonaro (PL) pedirá anulação das eleições. "Não aceitarei que regra do jogo tenha sido alterada no meio do jogo", disse o candidato derrotado

Broadcast

Por Broadcast

25/10/2026 | 23h17

Rafa Neddermeyer /Agência Brasil

"Não aceitarei que regra do jogo tenha sido alterada no meio do jogo", afirmou o candidato do PL - Rafa Neddermeyer /Agência Brasil
"Não aceitarei que regra do jogo tenha sido alterada no meio do jogo", afirmou o candidato do PL
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Flávio Bolsonaro, candidato derrotado à presidência, recusou-se a aceitar o resultado das eleições e anunciou a intenção de pedir a anulação do pleito, alegando irregularidades na prorrogação do horário de votação pelo STF.

Ele criticou a decisão do ministro Cristiano Zanin, afirmando que houve quebra de isonomia e que fiscais de seu partido foram prejudicados, sem apresentar provas concretas para suas alegações.

A situação se agrava com a segunda derrota consecutiva da família Bolsonaro para Lula, e Flávio havia anteriormente questionado a confiabilidade das urnas eletrônicas, levantando dúvidas sobre seu respeito ao resultado eleitoral.

Resumo gerado por IA

Brasília, 25/10/2026 - O candidato derrotado à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), se negou a reconhecer sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) neste domingo, 25, e afirmou que pedirá a anulação do pleito. “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto como as coisas aconteceram. Vamos usar nosso jurídico e vou pedir a anulação dessas eleições. Não vou aceitar que a regra do jogo tenha sido mudada em cima do jogo”, declarou, em discurso a jornalistas em Brasília, após a derrota. 

Flávio criticou a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin de prorrogar por mais duas horas o horário de votação. “O que aconteceu hoje não foi algo normal. Foi algo inaceitável. Um ministro da Suprema Corte, ex-advogado do Lula, pela primeira vez na história, dá uma canetada a pedido do ex-sócio dele e muda a regra do jogo no meio do jogo”, falou. 

“Zanin, que não faz parte do TSE, atropelando a Justiça especializada. Isso nunca tinha acontecido. Houve uma quebra total de isonomia. Nunca vou saber se eu, num Estado onde as urnas não foram reabertas, quantos votos eu poderia ter”, continuou.

O candidato do PL ainda afirmou, sem provas, que fiscais de seu partido foram prejudicados. “Nossos fiscais do PL foram retirados de dentro das salas-cofre a partir do momento que essa decisão foi tomada. Há muita coisa para ser esclarecida antes de o Brasil reconhecer essa sacanagem que aconteceu.” 

Virada de Lula

Lula impôs ao adversário uma vitória histórica: desde a redemocratização nenhum candidato com vantagem no 1° turno havia perdido. É a segunda derrota consecutiva da família Bolsonaro para o petista: em 2022, Jair Bolsonaro (PL) foi vencido por Lula por uma diferença de 2,1 milhões de votos. 

No pleito anterior, Jair Bolsonaro levou dois dias para fazer seu discurso de derrota, no qual reconheceu o resultado, mas não parabenizou Lula pela vitória - o que era praxe entre os derrotados até então. Bolsonaro também negou-se a passar a faixa presidencial a Lula durante a cerimônia de posse. 

Durante a campanha deste ano, havia dúvidas se Flávio respeitaria o resultado da eleição caso derrotado, principalmente após uma declaração em que questionou a confiabilidade das urnas eletrônicas. 

Em julho, o senador pediu, durante um encontro com embaixadores estrangeiros, que seus países enviassem “a maior quantidade de observadores possíveis” para supervisionar as eleições brasileiras em outubro e mencionou possíveis fraudes nas urnas usadas em eleições venezuelanas. O Tribunal Superior Eleitoral, porém, nega o uso de aparelhos daquele país.

Nos últimos meses, o presidenciável também fez críticas à Justiça Eleitoral e ao Supremo Tribunal Federal (STF), a quem acusou de interferir no pleito. "Ninguém aguenta mais um País em que você olha para Brasília e dá nojo da forma como as coisas são decididas na mais alta Corte deste País. Eles (STF) claramente tentam interferir nas eleições sob o pretexto de proteger a democracia. Eles destruíram a nossa democracia”, falou, durante um comício em São Luís (MA), em setembro. 

Na semana passada, Flávio afirmou que respeitaria o resultado da eleição, mesmo se perdesse. "Vou disputar as eleições com as regras que estão aí. Independentemente de qual for o resultado, vou respeitar", declarou, durante sabatina promovida pela TV Globo. 

(Por Naomi Matsui e Victor Ohana)

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