Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva
Eleições 2026
Cidadania e Direitos / Política

Haddad volta a defender versão de motorista sobre abordagem indevida da PM

Diogo Zacarias

Haddad criticou suposta pressa da PM em solucionar o caso - Diogo Zacarias
Haddad criticou suposta pressa da PM em solucionar o caso
Por Broadcast

18/08/2026 | 09h54

São Paulo - O ex-ministro da Fazenda e candidato do PT ao governo de São Paulo, Fernando Haddad, voltou a defender a versão do seu motorista no caso que envolve suposta abordagem indevida da Polícia Militar a um carro da campanha.

Durante sabatina na rádio Jovem Pan na manhã de hoje, Haddad detalhou o episódio reforçando que, após uma primeira abordagem ao qual ele considerou "normal" próxima de sua residência, o carro foi perseguido pelos policiais e abordado mais duas vezes.

"Vamos combinar que é muita coincidência. São três coincidências da mesma viatura ou de viaturas diferentes, não importa, porque são viaturas muito parecidas", disse Haddad.

Ele também criticou o que considera ser uma certa pressa em solucionar o caso e que rapidamente a versão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de que não houve nada de anormal no episódio foi comprada como a verdadeira, enquanto seu motorista foi chamado de mentiroso.

"É um homem que não tem vínculo partidário [o motorista]. É um homem que tem uma pequena empresa de transporte e pediu meu suporte porque não quer passar por mentiroso. Ele reafirmou na frente do delegado aquilo que ele havia me informado na véspera. Não vejo nenhuma razão para ele mentir", reforçou Haddad, salientando que defende que o caso seja solucionado o mais rápido possível.

O Tarcísio diz que a viatura passou e foi embora. A versão dele [motorista] é que a viatura passou, estacionou, os policiais saíram do carro e ficaram olhando para ele. Essa é a divergência. Então é muito fácil achar a câmera e demonstrar se é verdade ou se é mentira."

Questionado sobre se o episódio pode gerar algum ruído na relação do candidato com a Polícia Militar, Haddad disse que essa ilação é uma "bobagem". "Se um cidadão comete um erro, ele é punido. Se um profissional do serviço público comete um erro, ele é punido também. Mas eu estou falando da corporação. Aliás, quem está faltando com compromisso com a corporação é o atual governador, que prometeu mundos e fundos para a Polícia Civil e para a Polícia Militar e não cumpriu", disse Haddad.

O ex-ministro ainda mencionou que, se ele fosse o governador e o episódio da abordagem tivesse acontecido com Tarcísio, ele mesmo teria ligado diretamente para Tarcísio para entender o que aconteceu. "É assim que eu trato as coisas, com transparência".

Ao falar sobre Tarcísio, Haddad também disse que "nunca comprou" a versão do atual governador sobre um suposto atentado durante ato de campanha em 2022 na região de Paraisópolis, na capital paulista.

Na ocasião, em outubro de 2022, um tiroteio interrompeu a agenda de Tarcísio de Freitas em Paraisópolis; um homem morreu e havia suspeita de que o então candidato foi vítima de um atentado.

(Por Daniel Tozzi)

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Últimas Notícias