Caiado defende que fila do SUS priorize pacientes com doenças graves
Scriptum/PSD
São Paulo - O candidato do PSD à Presidência da República e ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, defendeu a redução das filas do Sistema Único de Saúde (SUS) com prioridade para pacientes com quadros graves e afirmou que os recursos destinados à Saúde não serão contingenciados em seu governo. As declarações foram feitas durante a apresentação de seu Plano de Governo para a área.
Hoje a fila [do SUS] não olha para quem está pior. Esse é um ponto que vamos avançar muito, em uma lista de pacientes que tenham prioridade pela gravidade do quadro", disse Caiado.
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O candidato afirmou também que "é fundamental que dentro da estrutura da unidade de saúde tenha um monitoramento de telemedicina". Segundo ele, o governo federal não deverá interferir diretamente nos Estados, mas poderá estabelecer orientações e sistemas para apoiar a digitalização dos serviços.
"Um presidente não vai intervir no Estado, mas vamos fazer com que haja uma orientação e um sistema que possa auxiliar a digitalização do serviço", acrescentou.
Na apresentação, Caiado também defendeu a adoção de mecanismos para ampliar a transparência e a integridade na gestão do SUS. Entre as propostas, anunciou um programa de compliance público transversal ao sistema, com repasses adicionais condicionados ao cumprimento de metas de transparência e gestão de risco, com o objetivo de controlar desperdícios.
Longevidade
O programa de governo de Caiado também traz ações relacionadas à longevidade que o candidato pretende adotar caso seja eleito. Segundo o programa, em vez de priorizar apenas o diagnóstico e o tratamento de doenças, o candidato defende uma abordagem que preserve a autonomia dos idosos.
Entre as medidas previstas estão a avaliação regular da capacidade funcional e da vulnerabilidade dos idosos na Atenção Primária à Saúde (APS), além da criação de um programa nacional para prevenir fragilidade, quedas e fraturas.
A proposta inclui ações como incentivo à atividade física, orientação nutricional, revisão de medicamentos e cuidados com visão e audição. Também está prevista a implantação de uma linha de cuidado para pessoas com demência, com apoio especializado e teleconsultoria.
A iniciativa prevê ainda ampliar o acesso à reabilitação após situações como AVC, fraturas, cirurgias e internações prolongadas. A atenção domiciliar para idosos dependentes deverá ser expandida, assim como o suporte às pessoas com deficiência e aos cuidadores.
A meta estabelecida para 2030 é que 90% dos idosos acompanhados regularmente pela Atenção Primária tenham uma avaliação funcional atualizada. A proposta também prevê um plano individual de cuidado para todos os idosos considerados frágeis ou de alto risco e que 90% das pessoas elegíveis após uma fratura por fragilidade sejam avaliadas para osteoporose e recebam medidas de prevenção secundária.
(Por Mariana Ribas)
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