Lindbergh pede ao STF suspensão da prisão domiciliar de Bolsonaro
Deputado do PT alega que carta lida por Flávio Bolsonaro em live descumpre medida cautelar que proíbe uso de redes sociais pelo ex-presidente
Por Broadcast
12/07/2026 | 14h04Fábio Pozzebom/Agência Brasil
Brasília - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou neste domingo, 12, que pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspenda a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Lindbergh afirma que carta lida pelo senador, pré-candidato à presidência da República e filho do ex-presidente, Flávio Bolsonaro (PL), em nome de Bolsonaro, descumpre uma das proibições cautelares da prisão - o uso de redes sociais do ex-presidente ou de terceiros para comunicação do ex-presidente.
"Entrei com um pedido de revogação da prisão domiciliar do Jair Bolsonaro. São vários descumprimentos cautelares. A última foi a carta lida nas redes sociais do Flávio Bolsonaro. Só que essa é uma das proibições das cautelares. Jair Bolsonaro não pode falar nem da rede dele, nem das outras pessoas", afirmou o deputado em vídeo postado em seu perfil no X.
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A carta a qual Lindbergh se refere foi lida por Flávio durante uma transmissão ao vivo em seu perfil nas redes sociais no sábado, 11. Nela, o ex-presidente diz confiar no senador como a "melhor opção" para combater a corrupção, a violência e o empobrecimento do Brasil disputando ao Planalto em 2026.
"O momento é de arregaçar as mangas e deixar de lado possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, a melhor opção para livrarmos o Brasil da corrupção, da violência e empobrecimento", escreveu Bolsonaro na carta, cuja foto também foi compartilhada nas redes sociais.
Para Lindbergh, a divulgação da carta também revelaria uma mudança de estratégia do grupo político ligado ao ex-presidente. Segundo o deputado, a campanha de Flávio Bolsonaro não teria conseguido mobilizar a militância bolsonarista e, por isso, estaria passando a atuar como uma espécie de porta-voz do pai. "O candidato não é mais o Flávio. O candidato é Jair Bolsonaro. É isso que eles estão tentando fazer", afirmou.
Na avaliação do parlamentar, o senador teria abandonado a tentativa inicial de se apresentar como uma alternativa com características próprias dentro do campo conservador para assumir o papel de transmissor das posições do ex-presidente.
(Por João Caires)
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