Lula volta a prometer criação do Ministério da Segurança Pública
Ricardo Stuckert/PR
Rio e Brasília - O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), voltou a prometer a criação do Ministério da Segurança Pública em um eventual quarto mandato. "A gente tirou o papel do governo federal na segurança pública, porque o regime militar estava há 23 anos mandando na segurança e a gente resolveu transferir para o Estado.
"A União hoje tem um papel muito fraco. Eu enviei uma PEC da Segurança Pública (para o Senado) e quando ela for votada, criarei o Ministério da Segurança Pública, vou preparar mais a Polícia Federal, mais a Polícia Rodoviária", afirmou Lula, durante ato realizado no Estádio Moça Bonita, em Bangu, na Zona Oeste da capital, com capacidade para cerca de 9 mil pessoas. A criação da pasta também consta no seu programa de governo.
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Lula defendeu a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública como saída para devolver os territórios à população.
Nós vamos tirar o bandido do território de vocês e vamos devolver o território ao povo do Rio de Janeiro. Não vamos fazer carnaval, pirotecnia, matar 1.200, vamos prender e dizer que a rua é do povo e não dos bandidos, afirmou.
Primeira agenda no Rio
O presidente ressaltou o trabalho feito pelo governador interino do Estado, desembargador Ricardo Couto, desde março deste ano. "Ele está começando essa limpeza, você (Paes) vai chegar e pegar o Estado já com a limpeza boa. Você vai encontrar o Estado mais limpo", afirmou Lula ao candidato ao governo do Estado, Eduardo Paes (PSD).
Essa é a primeira agenda de campanha de Lula no Rio. O ato tem a presença do candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD). Ex-prefeito da capital e antigo aliado de Lula, Paes já havia sinalizado que não dividiria palanque com o candidato Ronaldo Caiado (PSD) e o vice na chapa de Caiado, Gilberto Kassab, que é presidente nacional do PSD.
Minerais críticos e terras raras
Segundo Lula, o Brasil está disposto a construir parcerias com os países, independentemente de qual for, para exploração dos minerais críticos e terras raras.
Estou dizendo ao mundo: não tenho preferência entre China e Estados Unidos, Rússia, França ou Inglaterra. Tenho preferência entre todos eles: sou brasileiro e quero as coisas para o nosso País. Quem quiser construir parcerias conosco, venham para cá.
O presidente afirmou também que quer formar "filhos e netos" para preparação ao mercado de minerais críticos e terras raras. "Eles terão que se preparar para dizer: essa riqueza é nossa. E essa riqueza é o passaporte para o futuro da sociedade brasileira e para nossos netos viverem melhor que nós", afirmou, citando o uso dos insumos químicos para o desenvolvimento de baterias elétricas e chips.
O Brasil tem a segunda maior reserva de minerais críticos do mundo, ressaltou ele.
(Por Isadora Duarte e Gabriela da Cunha)
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