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Eleições 2026

Ministro Nunes Marques exige relatório da Meta sobre canal Exército do Lula

O relatório deve incluir análise de comportamento coordenado e padrões de engajamento entre redes sociais e o canal de WhatsApp

Broadcast

Por Broadcast

22/10/2026 | 19h15

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Decisão de Nunes Marques atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro - Marcelo Camargo/Agência Brasil
Decisão de Nunes Marques atende a um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro
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O presidente do TSE, Kássio Nunes Marques, solicitou que a Meta apresente um relatório técnico em 24 horas sobre o canal de WhatsApp 'Exército do Lula', após um pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, visando verificar a conformidade das ações da plataforma com as normas eleitorais.

A campanha de Flávio Bolsonaro alega que o canal, administrado pelo deputado André Janones, promove ações coordenadas que vão além da mobilização lícita, incluindo orientações para pesquisas e uso de hashtags em redes sociais.

O relatório exigido deve abordar a identificação de comportamentos coordenados, análise de engajamento e avaliação de conteúdos, além de esclarecer como a Meta diferencia mobilizações legítimas de perfis falsos.

Resumo gerado por IA

Brasília - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kássio Nunes Marques, determinou que a Meta apresente um relatório técnico em até 24h detalhando a atuação do canal de WhatsApp "Exército do Lula", administrado pelo deputado André Janones (Rede-MG). A decisão foi proferida nesta quinta-feira, 22, e atende a um pedido da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL).

Como presidente do TSE, Nunes Marques é responsável por acompanhar o cumprimento dos deveres assumidos pelas plataformas. A resolução que atribuiu ao ministro esse papel foi aprovada neste ano.

Segundo o ministro, o objetivo do procedimento é permitir o confronto entre o plano de conformidade entregue à Justiça Eleitoral e as medidas efetivamente adotadas. "Saber o que foi examinado, com que critério e com que resultado é pressuposto de qualquer juízo sobre a aderência ao plano, e essa informação está em poder do provedor", observou Nunes Marques.

Na ação, a campanha de Flávio sustenta que as ordens emitidas por Janones no canal "Exército do Lula" (de hashtags em horário marcado, comentários e textos prontos) configuram comportamento coordenado e são cumpridas no Instagram, no Facebook e no Threads.

O ministro exigiu que a Meta informe como diferencia a mobilização lícita de apoiadores e redes de perfis falsos.

A campanha de Flávio também reclamou ao TSE que o canal orientou seus inscritos a pesquisar no Google a expressão "Bolsonaro mandou matar Lula" e a elevar hashtags no X. Com base nisso, pediu que a supervisão seja estendida ao Google e ao X.

 O relatório deve apresentar, entre outros pontos:

- Identificação de comportamento coordenado
- Análise dos padrões de engajamento e distribuição;
- Avaliação dos conteúdos à luz das práticas de prevenção à desinformação;
- Padrões de sincronização, replicação, engajamento e circulação de conteúdos entre o canal e outras redes sociais.

(Por Lavínia Kaucz)

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