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Meta envia documento ao TSE com medidas adotadas por igualdade nas eleições

Após protestos em frente à sua sede em São Paulo, a empresa informou as providências para garantir tratamento igual na campanha

Felipe Cavalheiro

Por Felipe Cavalheiro

20/10/2026 | 16h48

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As medidas incluem comprovantes de isonomia do algoritmo e revisão humana dos bloqueios - Adobe Stock
As medidas incluem comprovantes de isonomia do algoritmo e revisão humana dos bloqueios
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A Meta apresentou ao TSE uma lista de medidas para garantir tratamento igualitário nas campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro, em resposta a uma ordem judicial que exigia a comprovação de isonomia no conteúdo eleitoral.

As ações incluem a aplicação de regras idênticas para ambas as campanhas, revisão humana de bloqueios em até duas horas e a remoção de postagens de IA não rotuladas, além de restrições a anúncios pagos por terceiros.

As medidas foram implementadas após protestos da sociedade civil contra a suposta interferência da empresa nas eleições, com organizadores exigindo respeito à soberania nacional e a Meta se comprometendo a seguir as diretrizes do TSE, a menos que novas orientações sejam dadas.

São Paulo - A empresa Meta, dona do Facebook, enviou ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta terça-feira, 20, uma lista de providências para garantir tratamento igual na campanha do Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do Flávio Bolsonaro (PL). 

A manifestação foi enviada após determinação do ministro Marco Aurélio Bellizze para que a empresa comprovasse, em até 24h, a isonomia no conteúdo eleitoral dos candidatos. A Meta também informou em seu site que, dada à urgência do pedido, suas plataformas ainda poderiam apresentar falhas.  

“Trata-se de uma mudança significativa em sistemas técnicos complexos, desenvolvida em poucos dias, durante a reta final de uma campanha eleitoral. Apesar de nossos melhores esforços, poderão ocorrer erros, incluindo o bloqueio indevido de anúncios de anunciantes autorizados – justamente o tipo de problema que deu origem a este processo judicial”, justifica. 

O documento traz medidas como bloqueios e liberações pontuais de perfis até mudanças no sistema de impulsionamento dos partidos. 

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Em resumo, as medidas declaradas foram:  

  • Mesma regra de entrega para Lula e Flávio: a Meta garante que o algoritmo aplique critérios idênticos às duas campanhas e empresa assegura que não há redução artificial de alcance contra nenhum dos candidatos.
  • Revisão humana em até 2 horas: até o fim do segundo turno, qualquer bloqueio ou restrição aplicada automaticamente nas contas de anúncios das duas campanhas passará por revisão humana em até duas horas. 
  • Trava contra anúncios pagos por terceiros: a plataforma ativou uma "lista de permissão" no sistema de anúncios políticos. Apenas candidatos, partidos, federações e coligações registrados na base oficial do TSE estão autorizados a impulsionar propaganda eleitoral do segundo turno.
  • Remoção de 720 posts de IA não rotulados: após auditar 1.204 publicações apontadas pelo TSE, a Meta tirou do ar 720 postagens eleitorais com conteúdo sintético (IA) que não traziam o rótulo obrigatório. 
  • Restrição mantida em collabs: a empresa informou ser tecnicamente impossível restringir a recomendação de postagens apenas no perfil dos políticos em posts colaborativos, como pedido pelo TSE. Para cumprir a resolução, a Meta manteve a não recomendação da postagem colaborativa em ambos os perfis.
  • Respostas iguais do Meta AI: a Meta enviou ao tribunal os critérios técnicos da sua ferramenta de inteligência artificial para comprovar que ela aplica o mesmo tratamento às duas candidaturas, atendendo ou recusando pedidos sobre ambas de forma idêntica, inclusive em buscas pelo primeiro nome ou número do candidato.
  • Bloqueio de IA e anúncios na véspera da votação: a empresa confirmou que deixará indisponíveis novos conteúdos gerados por IA no período entre 72 horas antes e 24 horas após o segundo turno, além de desligar a veiculação de toda propaganda eleitoral impulsionada dentro do prazo legal.
Acreditamos que a abordagem apresentada aqui é a que mais se aproxima do que o TSE determinou e a que melhor protege a liberdade de expressão política. Vamos seguir com essa abordagem, a menos que o TSE nos oriente de outra forma”
Meta

Protestos da sociedade civil

Além da determinação do TCE, as medidas ocorrem no dia seguinte ao ato Não se Meta; protesto feito em frente à sede da empresa, em São Paulo. 

Convocados por entidades como CTRL+Z, Código Não Binário e Sleeping Giants Brasil, centenas de paulistanos pediam pelo fim da interferência e respeito à soberania nacional. 

Imagem dos protestantes com um grande cartaz dos dizeres "Não se Meta"
Ato em frente a sede da Meta, nesta segunda-feira, 19 - Sérgio Borelli/Divulgação CTRLZ

Ao fim do ato, os organizadores redigiram uma notificação extrajudicial a Conrado Leister, diretor-geral da Meta no Brasil. Procurada pelo VIVA, a Meta preferiu não se pronunciar quanto ao ato. 

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*Estagiário sob supervisão de Marcia Furlan

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