No último dia de campanha, candidatos participam de manifestações no Sudeste
Após comparecer a evento no Rio, Lula quebra protocolo e desfila em carro aberto na Paulista; Flávio esteve motociata em BH e em manifestação no Rio
Por Broadcast
24/10/2026 | 20h41Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo
Os candidatos à presidência encerraram suas campanhas com grandes manifestações, destacando o ato de Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo, onde desfilou em carro aberto e criticou seu adversário Flávio Bolsonaro, associando-o a milícias e políticas de retrocesso.
Lula, que afirmou que a participação popular nas ruas é comparável à eleição de 1989, expressou confiança na vitória, apesar das pesquisas indicarem empate técnico com Flávio Bolsonaro.
Durante o evento, Lula quebrou o protocolo ao subir em um trio elétrico, enquanto Flávio Bolsonaro participou de uma motociata em Belo Horizonte, prometendo acabar com a era Lula e destacando o apoio de seus seguidores que pediam o retorno de Jair Bolsonaro ao poder.
São Paulo e Rio de Janeiro - Os candidatos a presidente encerraram a campanha do segunto turno com grandes manifestações. O último compromisso eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi realizaado em São Paulo. Ele desfilou em um carro aberto ao lado do candidato a vice, Geraldo Alckmin (PSB), por pouco mais de duas horas pela Avenida Paulista.
Antes do ato, o presidente falou com a imprensa e voltou a atacar o seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), associando-o à milícia criticando e o que considera ser políticas de "retrocesso" para o País.
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Lula também destacou que, devido à maciça participação popular em atos de rua, o atual pleito só tinha similaridade com a corrida presidencial de 1989. Na ocasião, Lula foi ao segundo turno, mas perdeu para o então governador de Alagoas, Fernando Collor.
"Neste segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de partido político. É uma coisa de pessoas que se preocupam com o País, de pessoas que não querem permitir que um miliciano vá para o Palácio do Planalto", afirmou.
Apesar de boa parte das pesquisas de intenção de voto colocarem Lula atrás ou em situação de empate técnico com Flávio, o petista disse que confiava na vitória.
O carro em que Lula desfilou deixou a Avenida Paulista na altura da esquina com a Alameda Campinas pouco depois das 16h. No meio do trajeto, Lula resolveu deixar o veículo em que estava, devido à dificuldade de avançar pela avenida, por causa da grande concentração de apoiadores.
Presidente desfilou em trio elétrico
Quebrando o protocolo previsto, Lula subiu ao trio elétrico que era destinado à imprensa, por onde ele seguiu até o final do ato, próximo ao cruzamento da Paulista com a Avenida da Consolação.
Todos os 14 quarteirões da Avenida Paulista, desde as imediações da estação Brigadeiro do metrô, estavam tomados por apoiadores. Nas redes sociais, a conta do petista no X publicou fotos do ato afirmando que a manifestação contou com "mais de dois milhões" de pessoas. Pouco antes de trocar o veículo, Lula discursou brevemente e disse que era a maior manifestação da história da Avenida Paulista.
Além de Alckmin, Lula estava acompanhado de sua esposa, Rosângela Silva, a Janja e dos ex-ministros Fernando Haddad, Simone Tebet e Marina Silva, além de lideranças regionais ligadas ao PT.
Antes, o presidente havia participado de uma manifestação na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro. Na ocasão, criticou Flávio, mas também destacou os investimentos federais na Baixada Fluminense, que, segundo ele, somam R$ 20 bilhões.
Desfile em Belo Horizonte e ato no Rio de Janeiro
O candidato do PL acompanhou, sem fazer discurso, uma motociata em Belo Horizonte e depois seguiu para o Rio de Janeiro. Em um evento na Barra da Tijuca, disse que vai acabar com a era Lula na política brasileira e que o ex-presidente Jair Bolsonaro colocará a faixa presidencial em seu filho.
Apoiadores pedem volta de Bolsonaro
Ele afirmou que "as próximas décadas vão ser de liberdade, prosperidade e vitória".
Os apoiadores gritaram "volta, Bolsonaro" antes de Flávio falar no palanque. O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) acompanha a manifestação ao lado do candidato à Presidência.
No trajeto, em direção à casa do ex-presidente Jair Bolsonaro, o carro de som tocava jingles com dizeres como "fora PT, aqui não é o seu lugar" e "tchau, tchau, PT". Uma das palavras de ordem cantada pelos apoiadores de Flávio é "quem ficar parado é petista disfarçado".
Um cartaz levado pelos manifestantes dizia "Brasil sem aborto, Brasil sem drogas". O ato concentrou grande número de participantes, em um dia quente. Pessoas precisaram ser socorridas pelos Bombeiros após passarem mal.
(Por Daniel Tozzi, Juliana Garçon e Leonardo Godim)
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