Ataque cibernético no Albert Einstein expõe dados de pacientes; PF apura
Hospital diz que sistemas seguiram operando e não há evidências de vazamento público; Autoridade Nacional de Proteção de Dados e PF acompanham o caso
Por Estadão Conteúdo
08/10/2026 | 20h05Divulgação/Albert Einstein
O Hospital Israelita Albert Einstein sofreu um ataque cibernético que resultou no acesso não autorizado a dados de pacientes, incluindo informações pessoais e registros médicos, levando a instituição a notificar a Polícia Federal e a Autoridade Nacional de Proteção de Dados.
As informações comprometidas incluem nomes, CPF, datas de nascimento, prescrições médicas e resultados de exames, e a instituição ainda investiga a extensão do incidente e quais dados foram efetivamente acessados. Pacientes afetados estão sendo notificados individualmente por e-mail.
São Paulo - O Hospital Israelita Albert Einstein foi alvo de um ataque cibernético que permitiu o acesso e a obtenção não autorizados de dados de pacientes, incluindo informações pessoais e registros médicos. Segundo a instituição, o incidente atingiu parte de suas bases de dados e pode envolver documentos como prescrições médicas e resultados de exames. O caso foi comunicado à Polícia Federal (PF) e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD).
Em nota, o Einstein informou que identificou indícios de uma invasão em 4 de agosto e adotou medidas de segurança para investigar o ocorrido e evitar prejuízos aos atendimentos. De acordo com a instituição, os serviços de assistência, as plataformas digitais e os sistemas de prontuário eletrônico continuaram funcionando normalmente.
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Entre as informações que podem ter sido comprometidas estão nomes, números de CPF, datas de nascimento, prescrições médicas e resultados de exames. A instituição ainda trabalha para determinar quais dados foram efetivamente acessados e a extensão do incidente.
O Einstein afirmou que, até o momento, não encontrou evidências de divulgação das informações ou de uso indevido por terceiros.
"Não foram identificadas quaisquer evidências de que os dados tenham sido divulgados ou utilizados de maneira imprópria e ações foram tomadas com o objetivo de reduzir estes riscos. O monitoramento permanece ativo e será mantido de forma contínua", informou.
Pacientes afetados estão sendo notificados
Os pacientes cujas informações foram acessadas indevidamente estão recebendo comunicados individuais por e-mail. A instituição também criou uma estrutura de atendimento para esclarecer dúvidas das pessoas afetadas.
Segundo o Einstein, a identificação dos dados atingidos é dificultada pela forma como as informações são armazenadas, distribuídas entre diferentes bases e organizadas de maneira fragmentada. Uma parcela significativa do material corresponde a documentos isolados, muitos dos quais não permitem identificar seus titulares.
A investigação continua com a participação de especialistas independentes e empresas de consultoria em segurança da informação. Além de comunicar o episódio à ANPD, responsável pela fiscalização da proteção de dados pessoais no País, a instituição formalizou o caso à Polícia Federal.
"O Einstein lamenta o ocorrido e reforça que seu bem mais valioso é a confiança que seus pacientes depositam na organização", afirmou a instituição em nota.
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